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outubro 31, 2012

Aniversário de Carlos Drummond de Andrade

Legado

Que lembrança darei ao país que me deu
tudo que lembro e sei, tudo quando senti?
Na noite do sem fim, breve o tempo esqueceu
minha incerta medalha, e a meu nome se ri.

E mereço esperar mais do que os outros, eu?
Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.
Esses monstros atuais, não os castiga Orfeu,
a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.

Não deixarei de mim nenhum canto radioso,
uma voz matinal palpitando na bruma
e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.


De tudo quanto foi meu passo caprichoso
na vida, restará, pois o resto se esfuma,
uma pedra que havia em meio do caminho.

Carlos Drummond de Andrade.
O poeta maior!

Na intenção de continuar o legado, estou postando abaixo a música que o meu amigo escritor e poeta, Fernando de Oliveira fez para este poema.
E também a minha pequena homenagem ao poeta.


setembro 25, 2012

A Força Negra

Um livro americano tenta explicar o que a genética tem a ver com a supremacia dos africanos e seus descendentes nos esportes.
Maurício Cardoso 

Luiz Paulo Machado

Pelé, o melhor do futebol: cada vez mais presentes nos gramados da Europa

A realidade é eloquente: os negros dominam hoje a maioria dos esportes mais populares do mundo. Todos os recordes mundiais de corridas do atletismo que vigoram foram estabelecidos por africanos ou seus descendentes. São maioria na NBA, a milionária liga profissional de basquete dos Estados Unidos, bem como no futebol americano e no beisebol, os esportes mais praticados e de maior audiência na América do Norte. No futebol, esporte no qual o Brasil é um dos maiores expoentes, eles ocupam cada vez mais espaço em times e seleções da Europa, um continente predominantemente branco. Os negros representavam um terço da seleção francesa que venceu a última Copa do Mundo. As seleções de maiores atletas do século XX são invariavelmente encabeçadas por três negros extraordinariamente geniais: o pugilista Muhammad Ali, o jogador de basquete Michael Jordan e Pelé. A questão, evidentemente, é por quê? Há várias explicações possíveis. A mais razoável é que o esporte é um clássico instrumento de ascensão social para os mais pobres (caso dos negros nos Estados Unidos e também no Brasil). Outra explicação, difícil de comprovar, é de que simplesmente a natureza criou os negros com maior capacidade para a prática esportiva.
A tese de que raça faz a diferença nos esportes não é nova (Adolf Hitler organizou uma olimpíada em Berlim em 1936 com o objetivo de consagrar a superioridade física ariana, e saiu humilhado do estádio), mas está novamente em cena, reaquecida por uma mistura de estatísticas esportivas e ciência, num livro recém-lançado e que está causando polêmica nos Estados Unidos: Taboo – Why black athletes dominate sports and why we're afraid to talk about it (Tabu – Por que os atletas negros dominam o esporte e por que nós temos medo de falar disso). O autor, o jornalista Jon Entine, reconhece que as influências geográficas e culturais são grandes e as diferenças genéticas, mínimas. Mas sustenta que, no esporte de alta competição que se tem hoje em dia, são esses pequenos detalhes que diferenciam um campeão de um mero participante. "Pesquisas demonstram que os atletas de elite negros têm uma estrutura óssea e muscular diferente, um sistema metabólico e outras características forjadas em dezenas de milhares de anos de evolução", escreve Entine.
Se ninguém fala nisso claramente (daí o tabu do título), provoca Entine, é porque os americanos temem legitimar a existência de raças humanas e fornecer munição aos racistas. O risco é realmente grande. Uma vez que se isole uma característica genética numa população racial, mesmo que vantajosa, abre-se caminho para que se encontrem outros atributos raciais, alguns bem ruins. No século XIX, quando se cunharam as bases do racismo moderno, partiu-se do pressuposto de que os brancos não apenas eram mais inteligentes, mas também melhor fisicamente. Hoje é impossível manter a mentira da fragilidade física da população africana, mas não falta quem diga que isso ocorre para compensar uma natural escassez de inteligência. De modo geral, a ciência moderna considera a noção de raça puramente subjetiva, uma ideia social sem maior sentido biológico. As diferenças genéticas entre indivíduos de uma mesma população podem ser maiores do que as existentes entre populações distintas. Significa que os branquíssimos finlandeses podem ser geneticamente mais parecidos com os moçambicanos do que um finlandês com outro finlandês. (Pesquisa realizada através das revistas Veja e Época)
Só para reafirmar o que alguns que não me conhecem podem estar dizendo por aí. Nunca fui e nunca serei adepta de nenhum tipo de preconceito seja ele referente a raça, credo, escolha sexual, política, música  ou quaisquer outros, que produza agravamento do sofrimento e abalos da saúde mental. 
Acredito que os maiores seres humanos que existiram foram e são negros. Os melhores atletas, os melhores cantores, os melhores atores, os melhores e mais queridos. Adoro! Meu maior ídolo é e sempre será Michael Jackson. Embora tenha ficado com aparência branca após a doença, sempre mostrou talento que só existe na raça mais perfeita do mundo. A raça negra.
Se eu fosse ficar aqui postando os homens e mulheres negras que considero grandes ícones na história, poderia ficar durante dias e não conseguiria terminar a matéria. 
Então vamos ver o que temos aqui...

Alguns dos mais lindos e importantes Negros do Mundo 

                                                                    Blair Underwood
                                                                    Michael Ealy, 36
Barack Obama (1961 -) é o atual presidente americano. Seu pai era um Luo do Quênia, sua mãe era uma branca do Kansas.

                                                                        Taye Diggs




Tyson Beckford (1970 -) é um modelo americano de Ralph Lauren, virou ator agora. Ele é parte chinês e jamaicano.
 


USHER, 31
         

  Wesley Snipes
         
Anderson Silva

Willard "Will" Christopher Smith Jr (Filadélfia, 25 de Setembro de 1968) é um ator, rapper, produtor cinematográfico, produtor musical e produtor de televisão estadunidense. Ele teve sucesso na música, televisão e cinema. Em abril de 2007, a revista Newsweek chamou o ator mais poderoso do planeta . Smith foi nomeado para quatro Globos de Ouro, dois prêmios Oscar, e ganhou vários prêmios Grammy.
 Damon Wayans
de Eu, a Patroa e as Crianças





Denzel washington - Ator norte-americano, nascido em dezembro de 1954, Denzel Washington parou com seu curso de jornalismo na universidade Fordham para ser ator.
                    Jairzinho
                           



 Lázaro Ramos

                                                                         


  Seal
















 Sérgio Menezes
 



                                                                   
  Seu Jorge
                                                   







    E finalmente o Rei Michael Jackson

setembro 13, 2012

Doces Momentos

 
 Recebi um e-mail muito lindo e como sempre muito bem escrito sobre uma leitora que pede a seu jornalista para que seja mais doce e menos ácido em suas colunas. 
O jornalista é meu amigo Alcindo Garcia que não gosta de elogios, como todo grande homem.
No texto ele fala do arroz doce mostrando o quanto é apaixonado por essa sobremesa.  Resolvi então fazer uma pequena pesquisa sobre os doces brasileiros. Veja que delícia de momento!

HISTÓRIA DO DOCE BRASILEIRO

"Sem a escravidão não se explica o desenvolvimento no Brasil de uma arte de doce, de uma técnica de confeitaria, de uma estética de mesa, de sobremesa e de tabuleiro, tão cheias de complicações e até de sutilezas e exigindo tanto vagar, tanto lazer, tanta demora, tanto trabalho no preparo e no enfeite de doces, dos bolos, dos pratos, das toalhas, das mesas. Só o grande lazer das sinhás ricas e o trabalho fácil das negras e das molecas explicam as exigências de certas receitas das antigas famílias das casas-grandes e dos sobrados".

Gilberto Freyre

"com papas e bolos se enganam os tolos" adágio português


Os primeiros doces chegaram ao Brasil com a esquadra de Pedro Alvares Cabral, em Abril de 1500. Foram ofertados como presentes, aos índios de Porto Seguro que ate então desconheciam completamente a arte. Logo as senhoras portuguesas trariam suas receitas cheias de segredos que pouco a pouco foram ensinando as cunhãs.

Segundo o historiador Câmara Cascudo, entre 1569 e 1587, Gabriel Soares de Sousa informava a Corte, em suas cartas: "as cunhãs indígenas tem muita habilidade, e para fazerem cousas doces, e fazem-se extremadas cozinheiras; mas são muito namoradas e amigas de terem amores com os homens brancos".

Portugal vivia no século XVI, a opulência do OURO BRANCO desde o surgimento do "assucre" madeirense, As receitas das mesas senhoriais foram levadas pelas freiras nobres que confeccionavam doces finos e sofisticados, para as embaixadas da Corte e do Papa. Esta doçaria conventual era marcada por uma personalidade muito própria diferenciando assim os inúmeros doces: bolo prior, barriga de freira, frades, beijos de frades, lágrimas, doce de esperança, fatias de bispo, pudim princesa, sopa da rainha, papos de anjo etc. Apesar dos ingredientes da doçaria conventual serem abundantes em frutas cristalizadas, especiarias, amêndoas, vinho, a enorme quantidade de ovos utilizado nas receitas foi a principal característica da época. Os confeiteiros ou mestres do açúcar criavam uma doçaria escultória enquanto os pães de açúcar, as conservas de frutas: cidradas, aboboradas, nesperadas, pessegadas, uvadas, laranjadas, batatadas, marmeladas eram recomendados nas receitas, para chegar até o ponto de espadana porque se destinavam ao embarque. As geléias caseiras também já eram muito apreciadas.
Logo os produtos da nova terra foram adaptados as receitas portuguesas. A farinha de trigo, os ovos e o leite vinham de Portugal. Como quase todas as senhoras eram analfabetas, muitas das receitas originais se perderam no tempo. Vamos ilustrar este período com algumas receitas como são preparadas hoje.
"O açúcar refinou o paladar brasileiro, dando-lhe densidade histórica por intermédio dos doces e bolos"
Gilberto Freyre

Com o cultivo da cana-de-açúcar, a mão de obra escrava abundante e a tradição doceira dos portugueses, nossas iguarias se enriqueciam ganhando sabores tropicais, reinventadas por mãos de habilidosas cozinheiras. O milho e a mandioca se transformaram em sobremesas e bolos obrigatórios nas cozinhas coloniais. As frutas da terra tornavam-se compotas e doces nobres, oferecidos com estilo, nas mesas senhoriais. Outros doces portugueses como a alféola, feito com melado, foram rebatizados - é o nosso puxa-puxa ou alfenim. Os quindins de iaiá, os pés-de-moleque, os beijinhos de coco, os bons-bocados, os quero-mais e tantas outras inspirações se somavam aos suspiros, as ambrosias, aos olhos-de-sogra, aos sonhos, aos espera-maridos, aos toucinhos do céu, aos manjares, bolos e pudins, etc. que eram cuidadosamente confeccionados pelas donzelas e jovens senhoras com seus enxames de negras auxiliares, para exibirem seus dotes culinários. O pudim de leite exigia o domínio de muitos segredos, muita paciência e muita ansiedade ao desenformar!
Com a chegada do arroz, entre 1769 e 1779, surgiram o arroz-doce e as mães-bentas, tão populares na nossa doçaria. No Nordeste açucareiro, homenagens as famílias ou aos engenhos eram feitas através de receitas especiais de bolos como o Souza Leão, Luís Felipe, Guararapes, Dona Dondom, Fonseca Ramos, etc. que persistem até os nossos dias.
No início de 1890, chegava ao Brasil o Leite Condensado importado da Suiça que trazia na latinha a figura de uma moça. Logo o novo produto entrava na cozinha brasileira facilitando a confecção e a invenção de novos doces. Assim, a República foi homenageada com o Pudim Republicano que nada mais era que um Toucinho do Céu mais leve e suave que levava Leite Moça na receita. O Pudim Sete de Setembro, o Bolo Farroupilha, o Pudim Treze de Maio e tantas outras homenagens das nossas doceiras se perderam na história. Na década de quarenta porém, foi a vez de homenagear um jovem solteiro, bonito e esbelto, o brigadeiro Eduardo Gomes com um docinho que juntava o Leite Moça ao chocolate e que se tornou o mais popular das festas brasileiras. Vieram o Pudim de Leite Moça, os pavês, os manjares, os sorvetes e tantas outras receitas que facilitavam a vida de nossas mulheres, à medida em que chegavam as geladeiras e os fogões a gás.
Doces e poemas
Poemas que são doces
Doces de poemas
De Cora doceira
De Cora da ponte
De Cora da fonte...
da vida.

Heitor Rosa



Uma pequena homenagem a todas as doceiras, mulheres de tantos brasis, que, de bocado em bocado, fizeram com suas mãos, o doce brasileiro. E para Cora Coralina, do coração do Brasil, que sempre nos adoçou a alma com sua poesia!
Dedicado a Alcindo Garcia que, com suas doces palavras, informa, ensina e surpreende seus leitores e fãs!


novembro 10, 2011

Durmo para sonhar, de Walt Disney

Nessas idas e vindas buscando alguma coisa bem linda para postar aqui no blog e, é claro, para agradar a vocês, meus queridos e minhas queridas, encontrei um texto magnífico do grande Walt Disney. Criei até um novo marcador - Homens incríveis - porque convenhamos, este foi um dos maiores criadores que já existiu!
Tenho certeza que irão gostar.
Beijocas a todos.


E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de"amigo".
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida". 
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente. 
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar... simplesmente durmo para sonhar.


Walt Disney