Powered By Blogger
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens

fevereiro 02, 2013

02 de Fevereiro - Dia de Iemanjá



O nome Iemanjá significa a mãe dos filhos-peixe. Filha de Olokum, Iemanjá foi casada com Oduduá, com quem teve dez filhos orixás. Por amamentá-los, seus seios ficaram enormes. Infeliz com o casamento e cansada de morar na cidade de Ifé, um dia ela saiu em rumo ao oeste e conheceu o rei Okerê, por quem se apaixonou. Envergonhada de seus seios, Iemanjá pediu ao novo esposo que nunca a ridicularizasse por isso. Ele concordou. Porém, um dia, embriagou-se e começou a ofender a esposa. Entristecida, Iemanjá fugiu.
Desde menina, ela carregava um pote com uma poção que o pai lhe dera para casos de perigo. Durante a fuga, Iemanjá caiu quebrando o pote e a poção a transformou num rio cujo leito seguia em direção ao mar. Okerê, que não queria perder a esposa, transformou-se numa montanha para barrar o curso das águas. Iemanjá pediu ajuda ao filho Xangô e este, com um raio, partiu a montanha no meio. O rio seguiu para o oceano e, dessa forma, a orixá tornou-se a rainha do mar.

Segundo o antropólogo baiano Júlio Braga, as pessoas oferecem a Iemanjá diferentes mimos -sabonetes, velas, flores e perfumes -, pois acreditam que a "rainha" leva consigo para o fundo do mar todos os nossos problemas, confidências, e traz de volta sobre as ondas a esperança de um futuro melhor.
Protagonista de milhões de lendas, Iemanjá se multiplica em várias versões e se transforma de acordo com a cultura. Chegou ao Brasil nos tempos coloniais, trazida pelos escravos. Em terras africanas era a deusa do rio Ogun, rainha das águas doces. "Entre nós, ela se tornou a rainha do mar", explica o antropólogo. Os cabelos negros, os traços delicados e os seios fartos sintetizam na bela divindade o arquétipo da maternidade. Pois é esse seu grande valor: acolher a todos que lhe pedem ajuda, sem julgar nem minimizar a dor de ninguém. Isso lhe vale mais um título, o de deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional.
(Helena Sá)

outubro 27, 2012

Scarborough Fair

Scarborough é uma pequena cidade na costa da Inglaterra. O "Scarborough Fair" foi uma reunião popular na época medieval, atraindo comerciantes e artistas de todo o país. A feira durou 45 dias e começou no dia 15 de agosto. Em 1600, as águas minerais foram encontrados em Scarborough e tornou-se uma cidade turística. Hoje, Scarborough é uma cidade tranquila, com uma história rica.
Na Inglaterra medieval, isso se tornou uma canção popular como Bardos iria cantá-la quando viajavam de cidade em cidade. O autor da canção é desconhecido, e muitas versões diferentes existem. A versão tradicional tem muito mais letras.
Paul Simon ouviu falar dessa música quando ele estava em turnê na Inglaterra, onde ouviu uma versão de um cantor popular popular chamado Martin Carthy. Quando Carthy ouviu a versão de Simon & Garfunkel, ele acusou Simon de roubar seu arranjo. Carthy e Simon não se falaram até 2000, quando Simon pediu a Carthy para cantar com ele em um show em Londres. Carthy resolver esquecer suas diferenças e fez o show.
Paul Simon admitiu em 2011 na edição de julho da revista Mojo:. "A versão que eu estava cantando era definitivamente o que eu conseguia me lembrar da versão de Martin, mas ele não ensinou isso para mim Realmente, foi apenas ingenuidade de minha parte que nós não demos os créditos ao seu arranjo na turnê. Mais tarde, a editora de Martin entrou em contato comigo e fizemos um acordo financeiro bastante substancial que eles iriam dividir com Martin, mas depois fiquei sabendo que Martin não tinha nada. "
A letra é sobre um homem tentando alcançar o seu verdadeiro amor. Em tempos medievais, as ervas mencionadas na canção representado virtudes que eram importantes para as letras. Salsa era conforto, o sábio era força, era o amor de alecrim e tomilho era a coragem.
Ela não foi lançada como single até 1968, quando foi usada no filme The Graduate - com Dustin Hoffman. É a trilha sonora.

setembro 23, 2012

El Quetzal

Estava postando uma foto no Facebook e achei interessante a árvore, imaginando que talvez pudesse ser uma Oliveira, mas isso acabou ficando de lado quando meu primo Luiz Felipe me chamou a atenção para o pássaro.
É mesmo uma ave muito bonita, mas muito difícil de encontrar. 
Vive na Guatemala e em partes da América Central, é considerada desde 18 de novembro de 1871 como um símbolo nacional da Guatemala. Representa os mais altos dignitários religiosos ancestrais maias.
Este pássaro tão valorizado pela civilização maia representa a liberdade e é caracterizada por seu peito bonito e plumagem abdômen vermelho e carmesim brilhante verde.
Na Guatemala, estão bem estabelecidos seis regiões geográficas: Huehuetenangoa, Quiché, Alta Verapaz, Zacapa, parte norte de El Progreso e Izabal.
Em 1979, a Universidade de San Carlos da Guatemala estabeleceu um refúgio para o Quetzal em Baja Verapaz, em terreno doado pela Empresa Municipal de Salama, perto da estrada de Coban. Este lugar é conhecido como o Biótopo Quetzal . Um biótopo é uma região com biológica, ecológica e horizontal para assegurar a sobrevivência de um animal, no presente caso, o Quetzal. Este biótopo é uma casa para quetzals e outras espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção. É proibido caça e predação.
Pelo desmatamento e predadores foi ameaçada a ave símbolo desse país, El Quetzal, assim que migrou para uma reserva própria na natureza localizada entre municípios de Purulhá e Salama, Baja Verapaz. 
Desculpem meus erros, não encontrei páginas traduzidas.
Encontrei também esse livro com o ensaio fotográfico pelo famoso fotógrafo de arte, Ricky Lopez Bruni (nascido na Guatemala). El Quetzal, pássaro nacional da Guatemala. O pássaro, valorizado pelas culturas pré-colombianas mesoamericanas, é considerado uma das aves mais bonitas do mundo. Em adições às fotografias do fotógrafo incluiu a iconografia pré-colombiana e estudos ecológicos sobre o habitat, a migração, e da vida cotidiana da ave na natureza.

setembro 14, 2012

Doce azedinha

Quem resiste a esse sabor azedinho levemente adocicado, ou docinho e  levemente azedinho?
Acho que pitanga tem cheirinho de infância...
A pitanga, espécie nativa da Mata Atlântica, tem em seu nome origem tupi-guarani - "pyrang" que significa “vermelha”. A fruta carnosa e aquosa, de cor vermelha (mais comum), amarela ou preta, tem sabor agridoce e já era apreciada pelos indígenas, bem como pelos primeiros colonizadores do Brasil. 
Pertencente a família botânica das Myrtaceae, a pitanga (Eugenia uniflora L.) é uma das mais importantes frutas nativas da Mata Atlântica com grandes potencialidades para o cultivo comercial. De seus frutos, que contém vitaminas A, C, do complexo B, cálcio, ferro e fósforo, além do consumo in natura, podem ser obtidos sucos, sorvetes, geléias, doces, licores e vinhos. Além desses usos, mais comuns, algumas indústrias de cosméticos já têm utilizado seu extrato para a fabricação de sabonetes e shampoos. 
A pitanga, assim como outras dezenas de frutas nativas da Mata Atlântica, são pouco consumidas quando comparada a frutas exóticas (maçã, pêra, laranja, ameixa, etc). Cabe salientar que as nossas espécies frutíferas nativas são incomparáveis quanto a sabor e teor de vitaminas.
A presença de licopeno (poderoso antioxidante) em sua composição é responsável pela coloração vermelha intensa da fruta.
Mais recentemente, tem sido apontado que esta frutinha também possui propriedades afrodisíacas.

LORENZI, H. Eugenia uniflora L. In: LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992. p. 262.

EMBRAPA

setembro 13, 2012

Doces Momentos

 
 Recebi um e-mail muito lindo e como sempre muito bem escrito sobre uma leitora que pede a seu jornalista para que seja mais doce e menos ácido em suas colunas. 
O jornalista é meu amigo Alcindo Garcia que não gosta de elogios, como todo grande homem.
No texto ele fala do arroz doce mostrando o quanto é apaixonado por essa sobremesa.  Resolvi então fazer uma pequena pesquisa sobre os doces brasileiros. Veja que delícia de momento!

HISTÓRIA DO DOCE BRASILEIRO

"Sem a escravidão não se explica o desenvolvimento no Brasil de uma arte de doce, de uma técnica de confeitaria, de uma estética de mesa, de sobremesa e de tabuleiro, tão cheias de complicações e até de sutilezas e exigindo tanto vagar, tanto lazer, tanta demora, tanto trabalho no preparo e no enfeite de doces, dos bolos, dos pratos, das toalhas, das mesas. Só o grande lazer das sinhás ricas e o trabalho fácil das negras e das molecas explicam as exigências de certas receitas das antigas famílias das casas-grandes e dos sobrados".

Gilberto Freyre

"com papas e bolos se enganam os tolos" adágio português


Os primeiros doces chegaram ao Brasil com a esquadra de Pedro Alvares Cabral, em Abril de 1500. Foram ofertados como presentes, aos índios de Porto Seguro que ate então desconheciam completamente a arte. Logo as senhoras portuguesas trariam suas receitas cheias de segredos que pouco a pouco foram ensinando as cunhãs.

Segundo o historiador Câmara Cascudo, entre 1569 e 1587, Gabriel Soares de Sousa informava a Corte, em suas cartas: "as cunhãs indígenas tem muita habilidade, e para fazerem cousas doces, e fazem-se extremadas cozinheiras; mas são muito namoradas e amigas de terem amores com os homens brancos".

Portugal vivia no século XVI, a opulência do OURO BRANCO desde o surgimento do "assucre" madeirense, As receitas das mesas senhoriais foram levadas pelas freiras nobres que confeccionavam doces finos e sofisticados, para as embaixadas da Corte e do Papa. Esta doçaria conventual era marcada por uma personalidade muito própria diferenciando assim os inúmeros doces: bolo prior, barriga de freira, frades, beijos de frades, lágrimas, doce de esperança, fatias de bispo, pudim princesa, sopa da rainha, papos de anjo etc. Apesar dos ingredientes da doçaria conventual serem abundantes em frutas cristalizadas, especiarias, amêndoas, vinho, a enorme quantidade de ovos utilizado nas receitas foi a principal característica da época. Os confeiteiros ou mestres do açúcar criavam uma doçaria escultória enquanto os pães de açúcar, as conservas de frutas: cidradas, aboboradas, nesperadas, pessegadas, uvadas, laranjadas, batatadas, marmeladas eram recomendados nas receitas, para chegar até o ponto de espadana porque se destinavam ao embarque. As geléias caseiras também já eram muito apreciadas.
Logo os produtos da nova terra foram adaptados as receitas portuguesas. A farinha de trigo, os ovos e o leite vinham de Portugal. Como quase todas as senhoras eram analfabetas, muitas das receitas originais se perderam no tempo. Vamos ilustrar este período com algumas receitas como são preparadas hoje.
"O açúcar refinou o paladar brasileiro, dando-lhe densidade histórica por intermédio dos doces e bolos"
Gilberto Freyre

Com o cultivo da cana-de-açúcar, a mão de obra escrava abundante e a tradição doceira dos portugueses, nossas iguarias se enriqueciam ganhando sabores tropicais, reinventadas por mãos de habilidosas cozinheiras. O milho e a mandioca se transformaram em sobremesas e bolos obrigatórios nas cozinhas coloniais. As frutas da terra tornavam-se compotas e doces nobres, oferecidos com estilo, nas mesas senhoriais. Outros doces portugueses como a alféola, feito com melado, foram rebatizados - é o nosso puxa-puxa ou alfenim. Os quindins de iaiá, os pés-de-moleque, os beijinhos de coco, os bons-bocados, os quero-mais e tantas outras inspirações se somavam aos suspiros, as ambrosias, aos olhos-de-sogra, aos sonhos, aos espera-maridos, aos toucinhos do céu, aos manjares, bolos e pudins, etc. que eram cuidadosamente confeccionados pelas donzelas e jovens senhoras com seus enxames de negras auxiliares, para exibirem seus dotes culinários. O pudim de leite exigia o domínio de muitos segredos, muita paciência e muita ansiedade ao desenformar!
Com a chegada do arroz, entre 1769 e 1779, surgiram o arroz-doce e as mães-bentas, tão populares na nossa doçaria. No Nordeste açucareiro, homenagens as famílias ou aos engenhos eram feitas através de receitas especiais de bolos como o Souza Leão, Luís Felipe, Guararapes, Dona Dondom, Fonseca Ramos, etc. que persistem até os nossos dias.
No início de 1890, chegava ao Brasil o Leite Condensado importado da Suiça que trazia na latinha a figura de uma moça. Logo o novo produto entrava na cozinha brasileira facilitando a confecção e a invenção de novos doces. Assim, a República foi homenageada com o Pudim Republicano que nada mais era que um Toucinho do Céu mais leve e suave que levava Leite Moça na receita. O Pudim Sete de Setembro, o Bolo Farroupilha, o Pudim Treze de Maio e tantas outras homenagens das nossas doceiras se perderam na história. Na década de quarenta porém, foi a vez de homenagear um jovem solteiro, bonito e esbelto, o brigadeiro Eduardo Gomes com um docinho que juntava o Leite Moça ao chocolate e que se tornou o mais popular das festas brasileiras. Vieram o Pudim de Leite Moça, os pavês, os manjares, os sorvetes e tantas outras receitas que facilitavam a vida de nossas mulheres, à medida em que chegavam as geladeiras e os fogões a gás.
Doces e poemas
Poemas que são doces
Doces de poemas
De Cora doceira
De Cora da ponte
De Cora da fonte...
da vida.

Heitor Rosa



Uma pequena homenagem a todas as doceiras, mulheres de tantos brasis, que, de bocado em bocado, fizeram com suas mãos, o doce brasileiro. E para Cora Coralina, do coração do Brasil, que sempre nos adoçou a alma com sua poesia!
Dedicado a Alcindo Garcia que, com suas doces palavras, informa, ensina e surpreende seus leitores e fãs!


agosto 15, 2012

Lago Titicaca

Existem tantos lugares lindos que a gente deveria conhecer, principalmente aqui na nossa América del Sur.
Estava pesquisando lugares incríveis e encontrei o Lago Titicaca. 
Localizado entre o Peru e a Bolívia, é o lago navegável mais alto do mundo, está a 3.809 metros sobre o nível do mar, com uma superfície de 8.560 Km2, tendo um comprimento de 194 Km e uma largura média de 65 Km, na Cordilheira dos Andes.
Nas áreas onde a profundidade ultrapassa os 25 m, as águas têm um cor azulada e nas menos profundas a cor é esverdeada, dada pelas plantas aquáticas. O lago tem sofrido com o desenvolvimento, o crescimento das cidades em suas margens tem trazido sujeira e poluição.
A fauna encontrada no lago é muito rica, habitam o lago muitas variedades de peixes - inclusive trutas que foram introduzidas no lago e acabaram se adaptando muito bem, sendo hoje o prato principal dos restaurantes da região. Muitas aves também habitam o lago, entre estas patos e gansos selvagens.
Segundo a lenda, o lago foi o berço da civilização Inca e um passeio pelas suas águas nos remete ao tempo em que toda a América Andina era dominada por esta magnífica civilização.
Já imaginaram conhecer a cidade de Puno no Peru que  fica localizada às margens do lago e é a porta de acesso para quem pretende visitá-lo. É conhecida por Capital Folclórica das Américas, com festivais anuais acontecendo em todas as suas pequenas aldeias.
A cidade foi sede de uma das culturas mais importantes da época pré-inca, a cultura Tiahuanaco, cujos restos arqueológicos, encontrados em seus museus e sítios arqueológicos, causam grande admiração nos visitantes.
Segundo a lenda, o primeiro Inca, Manco Cápac e sua esposa Mama Ocllo emergiram do Lago Titicaca por ordem de seu pai o Deus do Sol para fundar o Império de Tawantisuyo, que se estendia por todos os Andes.
Além da sua representação econômica e de suas funções simbólicas, visitá-lo será sempre uma experiência única entre o céu e água, azul e verde, sol e terra, numa altitude de 3800 metros.
Foram os sacerdotes espanhóis que no afã de catequizar a população indígena, construíram as belas igrejas, que através da imaginação e destreza dos artesões de Puno, acabaram ficando com características únicas, representando o estilo mestiço, que é uma mistura da arte Inca com a dos espanhóis.
Reserva Nacional do Titicaca

A reserva Nacional do Titicaca: foi criada em 1978 protegendo ao redor de 37 mil hectares. A reserva é compartilhada em dois setores: Ramis, nos municípios de Huancané e Ramis; e Puno, no município do mesmo nome.
A área abriga dúzias de espécies nativas de pássaros (mais que 60 entre residentes e migratórios), peixes (4 famílias diferentes) e anfíbios (18 espécies originarias); também, três ilhas existem: Huaca Huacani, Toranipata e Santa María.
Fonte: www.revistaturismo.com.br

julho 28, 2012

A História do Pisco Sour e a Independência do Peru

Fiz uma pequena pesquisa para homenagear um grande amigo peruano, Rafael Garcia. Espero que não hajam muitos erros. Um abraço e um brinde ao seu país, Rafael!
O Consulado Peruano oferece neste sábado, 28, no estande da Secretaria de Turismo e Lazer (Setul) na Expoacre, a partir das 20h30, um coquetel com bebidas típicas, como Pisco Sour, além da degustação de exemplares da gastronomia peruana. O evento é uma comemoração à declaração de Independência do Peru em Lima, capital do país, por parte de dom José de San Martín (a ata foi firmada em 15 de julho de 1821). E falando em Pisco, você sabia que Chile e Peru travaram “guerra etílica” pela paternidade do pisco, esse destilado de mosto de uva que é ótimo para coquetéis? Para quem não sabe quase nada sobre a bebida é preciso adiantar: ela move uma batalha histórica. Para começo de conversa, é preciso lembrar que um pedacinho do que hoje é o Chile já foi território peruano na época da colonização espanhola. Quando os dois países foram separados, o pisco ficou, digamos, no meio do caminho entre os dois territórios. Por isso, chilenos e peruanos disputam sua paternidade e o uso da nomenclatura, que significa “pássaro” na língua inca quéchua, uma referência às ânforas utilizadas no século XVI para armazenar a bebida. O Peru defende ser o berço do pisco e ter as primeiras destilarias da bebida documentadas. Ali, até hoje o pisco só pode ser feito em uma zona litorânea delimitada, extremamente seca e com ampla oscilação térmica – com mais de 30 graus de dia e cerca de 8 à noite. Segundo o especialista Johnnie Shuler, que assumiu o papel de embaixador do pisco dentro e fora do país, essa condição climática permite que as uvas fiquem doces o suficiente para produzirem um pisco de qualidade. “Por causa dessa concentração de açúcar, nosso pisco é a única bebida de todas que pode ser destilada uma só vez e já atingir a graduação alcoólica de consumo, de 38% a 48%”, defende. O especialista reforça que no caso do pisco chileno, como em tantos outros tipos de aguardentes, a bebida é destilada duas vezes e retificada (tem água acrescida para diminuir o teor alcoólico, que chega a 70% depois da segunda destilação). Este processo único, somado a uma seleção de uvas específicas para a produção, seria a razão pelo pisco peruano ter um “bouquet” mais sutil e uma coloração cristalina – já que os aromas são adquiridos na própria destilação e o líquido não passa por madeira. O pisco chileno, por sua vez, usa mais frequentemente as uvas moscatel e torontel e geralmente é envelhecido em barris de madeira, que vão conferir cor e sabor.Para os peruanos, o pisco é uma denominação de origem controlada, como é a tequila e o champanhe, feitos sob regras rígidas em regiões específicas, ao passo que os chilenos consideram que essa é a nomenclatura válida para o destilado feito a partir do mosto da uva – e não do bagaço que sobra da produção vinífera, como acontece com a grappa. Em desacordo com o que julgam uma “apropriação” da nomenclatura pelos vizinhos, peruanos brigam na OIV (International Organization of Vine and Wine) para fazer do pisco um produto DOC.Informações obtidas no site comida.ig.com.br

julho 10, 2012

Dia da Pizza


É graças à gastronomia italiana de São Paulo que se comemora o Dia da Pizza hoje, 10 de julho, no país. A data foi instituída a partir de um concurso tradicional que elegia a melhor pizza da cidade — e terminava dia 10 de julho.
A pizza, no formato que conhecemos hoje, surgiu no século XVI, quando os tomates, oriundos da América, foram introduzidos na culinária européia. Considerada alimento dos pobres do sul da Itália, era preparada com ingredientes baratos como alho, peixes e queijo. No começo do século XX, imigrantes italianos trouxeram para a América o disco mais delicioso das mesas brasileiras. Em 1905, surge a primeira pizzaria nos EUA: a Lombardi"s. No Brasil, diversos nomes são apontados por historiadores como os primeiros pizzaiolos, dentre eles o napolitano Carmino Corvino, que abriu sua Dom Carmenielo no bairro do Brás, em São paulo.
Existe certa polêmica acerca da origem da pizza. Embora quase todos pensem que o prato é invenção italiana, registros históricos apontam os egípcios como pioneiros ao criarem uma massa à base de farinha com água. Babilônios, gregos e hebreus também assavam massas misturando farinha de trigo e água em fornos rústicos ou tijolos quentes. No entanto, foram os napolitanos os primeiros a acrescentar temperos como manjericão a um disco de massa assado.
Após aterrissar no Brasil, a pizza, alimento típico de cidades industrializadas, acompanhou as transformações pelas quais passou o país ao longo das décadas. À semelhança da miscigenação racial que caracteriza este país, as pizzas produzidas por aqui passaram a ser conhecidas pela incrível variedade de formatos e sabores que acompanham as características de cada região brasileira. Na Bahia, por exemplo, a Companhia da Pizza serve pizzas de rapadura. Em Curitiba, o Avenida Paulista Pizza Bar oferece a seus clientes uma versão coberta com farofa crocante, sorvete de creme e, até, pétalas de rosas. Em Manaus, ingredientes como tucumã e cupuaçu entram na composição, e em Porto Alegre não poderia faltar a pizza de picanha.
As cidades de Nova Iorque e São Paulo se destacam quando o assunto é pizza. Embora a origem desse alimento seja européia, os verdadeiros devoradores se encontram do outro lado do oceano.
A origem da expressão brasileira: "tudo acaba em pizza".
Reza a lenda que a origem remonta à década de 50, e envolve os diretores da Sociedade Esportiva Palmeiras, time criado pela colônia italiana paulistana. Certo dia, após calorosa discussão envolvendo os diretores do clube, todos acabaram indo parar em uma pizzaria no Brás. Muitos cálices de vinho e fatias de pizza depois, os envolvidos na briga acabaram por deixar a confusão para trás, sem maiores conseqüências. Provém daí o significado popular da expressão "acabar em pizza": algo que parte do nada e não chega a lugar algum.