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dezembro 30, 2013

Peter Gabriel


Esse  foi eleito o Video clipe do ano de 1987 pelo MTV Video Music Awards, Também ganhou nas categorias Vídeo do Ano, Melhor Direção de Arte, Melhor Vídeo Conceitual, Melhor Direção, Melhor Edição, Melhor Vídeo Masculino, Melhor Performance Geral, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Vídeo Experimental.
A música é ótima e será sempre um clássico!

Peter Gabriel- Sledgehammer do álbum So, de 1986, pouco depois dele deixar sua banda anterior, o Genesis, e partir para uma carreira solo de tremendo sucesso.

julho 06, 2013

Taiguara

Eu sempre gostei muito das músicas do Taiguara, então resolvi fazer uma pequena pesquisa da sua vida e publicar aqui no blog.

Taiguara Chalar da Silva (Montevidéu, 9 de outubro de 1945 — São Paulo, 14 de fevereiro de 1996) foi um cantor e compositor Brasileiro, embora nascido no Uruguai durante uma temporada de shows de seu pai, o Bandoneonista e Maestro Ubirajara Silva.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1949 e para São Paulo, posteriormente, em 1960. Largou a faculdade de Direito para se dedicar à música. Participou de vários festivais e programas da TV. Fez bastante sucesso nas décadas de 60 e 70. Autor de vários clássicos da MPB, como Hoje, Universo do teu corpo, Piano e viola, Amanda, Tributo a Jacob do Bandolim, Viagem, Berço de Marcela, Teu sonho não acabou, Geração 70 e "Que as Crianças Cantem Livres"; entre outros. 
Considerado um dos símbolos da resistência à censura durante a ditadura militar brasileira, Taiguara foi um dos compositores mais censurados na historia da MPB, tendo cerca de 100 canções vetadas. Os problemas com a censura eventualmente levaram Taiguara a se auto-exilar na Inglaterra em meados de 1973. Em Londres, estudou no Guildhall School of Music and Drama e gravou o Let the Children Hear the Music, que nunca chegou ao mercado, tornando-se o primeiro disco estrangeiro de um brasileiro censurado no Brasil. 
Em 1975, voltou ao Brasil e gravou o Imyra, Tayra, Ipy - Taiguara com Hermeto Paschoal e uma orquestra sinfônica de 80 músicos. O espetáculo de lançamento do disco foi cancelado e todas as cópias foram recolhidas pela ditadura militar em poucos dias. Em seguida, Taiguara partiu para um segundo auto-exílio que o levaria a África e à Europa por vários anos. 
Quando finalmente voltou a cantar no Brasil, em meados dos anos 80, não obteve mais o grande sucesso de outros tempos. 
Faleceu em 1996 devido a um persistente câncer na bexiga.


Discografia (Parcial)


1965 - Taiguara - Philips LP

1966 - Crônica da cidade amada - Philips LP

1966 - Primeiro tempo 5x0 - Philips LP

1968 - Taiguara, o vencedor dos festivais - EMI-Odeon LP

1969 - Hoje - EMI-Odeon LP

1970 - Viagem - EMI-Odeon LP

1971 - Carne e osso - EMI-Odeon LP

1972 - Taiguara, piano e viola - EMI-Odeon LP

1973 - Fotografias - EMI-Odeon LP

1974 - Let the children hear the music - KPM LP

1975 - Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara - EMI-Odeon LP

1981 - Porto de Vitória/Sol do Tanganica (1981) Alvorada Continental - Compacto simples

1984 - Canções de amor e liberdade - Alvorada Continental Discos LP

1984 - Mais valia/Vos do leste/Guarânia Guarani/Anita - Alvorada Continental - Compacto duplo extraído do LP Canções de amor e liberdade.

1985 - Grandes sucessos de Taiguara - EMI-Odeon LP

1986 - Grandes sucessos de Taiguara volume 2 - EMI-Odeon LP

1987 - A paz do meu amor - EMI-Odeon LP

1988 - O talento de Taiguara - EMI-Odeon LP duplo

1989 - Teu sonho não acabou - EMI-Odeon LP

1989 - Teu sonho não acabou - EMI-Odeon CD

1994 - Brasil Afri - Movieplay CD .

maio 02, 2013

Sueli Costa



Sueli Correa Costa / Rio de Janeiro, RJ (1943)



A compositora Sueli Costa iniciou sua carreira profissional, com o apoio de Nara Leão, em 1967, que gravou a canção "Por exemplo, você", com parceria de João Medeiros Filho. Apesar de carioca de nascimento, criou-se em Juiz de Fora, onde cursou faculdade de Direito e onde testemunhou a efervescência cultural traduzida nos célebres festivais de música da cidade mineira.

De mudança para o Rio, em 1970, inscreveu a canção "Encouraçado" no V Festival Internacional da Canção. Obteve a terceira colocação, ficando atrás de "BR-3" (Antônio Adolfo e Tibério Gaspar) e "O Amor é o meu País" (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza). Pode ser considerada a primeira parceira do poeta Vítor Martins, na composição "20 anos blue", gravada em 1972 por Elis Regina. Entretanto, o início da parceria com Abel Silva, seu companheiro mais constante nas composições iniciou-se em 1976, com a canção "Jura Secreta", gravada antologicamente no ano seguinte por Simone, na Odeon (LP "Face a Face" - SXMOFB-3931), com arranjo e piano Fender de Gilson Peranzzetta.


Em perfeito ajuste entre sua música e letra dos parceiros, situando-se no mesmo patamar das compositoras Joyce e Fátima Guedes, é uma das compositoras brasileiras mais sintonizadas com o universo feminino, possuindo composições gravadas por um grande número de artistas, como:
Elis Regina (Altos e Baixos - letra de Aldir Blanc, O Primeiro Jornal - letra de Abel Silva)
Maria Bethânia (Coração Ateu - letra de João Medeiros)
Ângela Ro Ro (Nenhum Lugar - letra de Tite de Lemos)
Fafá de Belém (Dentro de mim mora um anjo - letra de Cacaso)
Beth Carvalho (Rosa Vermelha - letra de Paulo César Pinheiro)
Gal Costa (Vida de Artista - letra de Abel Silva)
Marília Medalha (Bóias de Luz - letra de Abel Silva, Iceberg – letra de Aldir Blanc)
Fagner (A Canção Brasileira e Jura Secreta - ambas com letra de Abel Silva)
Simone (Jura Secreta, Face a Face, esta com letra de Cacaso)
Selma Reis (Porto Santo - letra de Paulo César Pinheiro, Bailarina do Ar - letra de Paulo César Feital)

Sobre "Jura Secreta"

A canção "Jura Secreta" estava destinada, a princípio, a Maria Bethânia, que a recusou, tendo sido prontamente aceita por Simone (idêntico episódio, com as duas cantoras, repetir-se-ia com a célebre "Começar de Novo" de Ivan Lins e Vítor Martins). Seus versos metafóricos e paradoxais exprimem, a despeito do tom intimista da canção, a inquietação com o ambiente político dos anos setenta. São menos conhecidas as versões de Fagner, no Lp "Quem Viver Chorará" (CBS-1978) e da própria Sueli, em seu "Louça Fina" (EMI-1979).

JURA SECRETA
(Sueli Costa e Abel Silva)

Só uma coisa me entristece
O beijo de amor que não roubei
A jura secreta que não fiz
A briga de amor que não causei
Nada do que posso me alucina
Tanto quanto o que não fiz
Nada que eu quero me suprime
De que por não saber
'Inda não quis
Só uma palavra me devora
Aquela que meu coração não diz
Sol que me cega
O que me faz infeliz
É o brilho do olhar
Que não sofri.


Por: Maria do Carmo Nogueira da Gama (texto)
e Adalberto Carvalho Pinto (discografia)

fevereiro 14, 2013

The Concert for Bangladesh

O primeiro grande evento beneficente da história do rock aconteceu em 1º de agosto de 1971.
Depois de 200 anos de dominação britânica, em 1947, a região sul da Índia foi dividida em Paquistão Ocidental e Oriental. Em 1971, após nove meses de guerra civil e um dos piores genocídios do século XX, o Oriental virou Bangladesh independente.
Na tragédia, entre crianças, homens adultos e mulheres violentadas, estimam-se de dois a três milhões de
mortos. Populações bengalis foram massacradas pelos exércitos do governo Ocidental.
Naquele mesmo ano de 1971, o britânico George Harrison, dos Beatles, organizou um show para arrecadar fundos para as populações remanescentes que viviam um calvário de fome, doenças e devastação.
O Concerto para Bangladesh foi realizado no Madison Square Garden, de Nova York, em primeiro de agosto. Além de George, participaram Ringo Starr, Bob Dylan, Billy Preston, Leon Russell, e outros astros do rock.
Não se sabe quanto os quase US$ 250 mil arrecadados pela UNICEF naquela noite serviram para amenizar o sofrimento da nação bengali.
Sétima maior população mundial, hoje Bangladesh ainda depende basicamente da agricultura (arroz e juta) e tem o 129º IDH (índice de desenvolvimento humano) do planeta. É um país pobre.
Certo é que naquela noite, Eric Clapton, fez sua primeira apresentação de volta de uma temporada internado por problemas com drogas e, ao acompanhar Harrison em While My Guitar Gently Weeps, confirmou o que muitos viviam escrevendo nas paredes de Londres: “Clapton is God”.
O show foi assistido por mais de 40.000 pessoas.

O show teve enorme repercussão pelo mundo inteiro. E, também, muitos problemas envolvendo principalmente seu lançamento em disco. A Capitol, distribuidora da Apple, gravadora dos Beatles, queria lançar o álbum triplo por ter George Harrison sob contrato. Mas a outra grande atração do concerto foi Bob Dylan, do cast da Columbia. Esta então passou a reivindicar os direitos de lançamento. A pendência se arrastou por longos meses, sendo vencida pela EMI, proprietária da Capitol.

O espetáculo chegou a sair em vídeo e depois em DVD em edição não autorizada. Em 2004 foi lançada a versão definitiva, em DVD duplo. O primeiro disco traz o show completo, que foi exibido nos cinemas como um documentário dirigido por Saul Swimmer. O segundo vem com um documentário recente sobre a história do Concerto Para Bangladesh, números musicais gravados durante a passagem de som e o show vespertino – na verdade, aconteceram dois espetáculos, à tarde e à noite –, e o making of do filme e do disco, com depoimentos dos profissionais envolvidos.

Além de George Harrison e Bob Dylan, participaram Ringo Starr, Billy Preston, Leon Russell, Ravi Shankar, Eric Clapton e a superbanda Badfinger. Entre as canções, My Sweet Lord, It Don’t Come Easy, Beware Of Darkness, While My Guitar Gently Weeps, Jumpin’ Jack Flash, Here Comes The Sun, A Hard Rains’A Gonna Fall, Blowin’ In The Wind e Something. O ponto mais alto do show é o final, na última canção: George se emociona, tira a guitarra e deixa o palco ovacionado. Os músicos continuam quebrando o cacete, meio sem saber o que deviam fazer.

Agora pra vocês, George Harrison e Bob Dylan ensaiando "IF NOT FOR YOU" para o show que marcou o retorno de Bob Dylan aos palcos.
Informações obtidas em matérias de Rui Daher, Blog do Edu e Cinedica.

outubro 27, 2012

Scarborough Fair

Scarborough é uma pequena cidade na costa da Inglaterra. O "Scarborough Fair" foi uma reunião popular na época medieval, atraindo comerciantes e artistas de todo o país. A feira durou 45 dias e começou no dia 15 de agosto. Em 1600, as águas minerais foram encontrados em Scarborough e tornou-se uma cidade turística. Hoje, Scarborough é uma cidade tranquila, com uma história rica.
Na Inglaterra medieval, isso se tornou uma canção popular como Bardos iria cantá-la quando viajavam de cidade em cidade. O autor da canção é desconhecido, e muitas versões diferentes existem. A versão tradicional tem muito mais letras.
Paul Simon ouviu falar dessa música quando ele estava em turnê na Inglaterra, onde ouviu uma versão de um cantor popular popular chamado Martin Carthy. Quando Carthy ouviu a versão de Simon & Garfunkel, ele acusou Simon de roubar seu arranjo. Carthy e Simon não se falaram até 2000, quando Simon pediu a Carthy para cantar com ele em um show em Londres. Carthy resolver esquecer suas diferenças e fez o show.
Paul Simon admitiu em 2011 na edição de julho da revista Mojo:. "A versão que eu estava cantando era definitivamente o que eu conseguia me lembrar da versão de Martin, mas ele não ensinou isso para mim Realmente, foi apenas ingenuidade de minha parte que nós não demos os créditos ao seu arranjo na turnê. Mais tarde, a editora de Martin entrou em contato comigo e fizemos um acordo financeiro bastante substancial que eles iriam dividir com Martin, mas depois fiquei sabendo que Martin não tinha nada. "
A letra é sobre um homem tentando alcançar o seu verdadeiro amor. Em tempos medievais, as ervas mencionadas na canção representado virtudes que eram importantes para as letras. Salsa era conforto, o sábio era força, era o amor de alecrim e tomilho era a coragem.
Ela não foi lançada como single até 1968, quando foi usada no filme The Graduate - com Dustin Hoffman. É a trilha sonora.

agosto 12, 2012

João Bosco e Aldir Blanc

Se me dissessem que a união de um engenheiro e um psiquiatra resultaria numa das melhores duplas que a nossa música já teve, eu certamente não acreditaria. João Bosco - engenheiro e Aldir Blanc - psiquiatra. Daí uma das fórmulas que usaram para criar inúmeras obras de arte. 
Psiquiatra graduado que acabou trocando Freud pela música, o próprio Aldir Blanc diz que ninguém faz medicina impunemente. Você vai, volta, atende um parente, um amigo, sente uma certa saudade que não sabe direito nem de quê, nem por que , mas, no fundo, admite não querer voltar a fazer medicina, sem no entanto desprezar um dado cultural que considera altamente informativo. Seria uma estupidez querer negá-lo, acrescenta.
A genialidade da dupla está na perfeição de versos e melodias, na história do homem comum que tem sua glória de 15 minutos estampada no jornal, ou no cotidiano de casais, no terreiro de Candomblé, no bar da esquina. .Quem não se lembra de:´´Caia , a tarde feito um viaduto ´´...Veio um camelô vender , anel , cordão , perfume barato...Cores do mar, festa do sol , vida é fazer todo sonho brilhar ... 
Seria muito difícil escolher uma música diante de tantas obras fantásticas e cheias de diferentes nuances. Escolhi uma fusão de jazz e bossa que considero esplêndida e perfeita com o maravilhoso Lee Ritenour.
Bem, essa foi a minha dica de hoje para o Dia dos Pais.
Acho que meu pai ficaria satisfeito de ver esse post porque era fã incondicional do João Bosco.

agosto 09, 2012

MPB4 perde Magro


Morreu na manhã de ontem, quarta-feira, aos 68 anos, o cantor e instrumentista Antônio José Waghabi Filho, o Magro do quarteto MPB4. Ele estava internado desde a semana passada no Hospital Santa Catarina, na Bela Vista, centro de São Paulo, onde tratava um câncer. O óbito do cantor foi confirmado às 6h desta quarta.
Em nota publicada no site oficial do grupo MPB-4, o colega Aquiles Rique Reis lamenta o falecimento. "Meus amigos, depois de longa luta pela vida, Antonio José Waghabi Filho, o Magro do MPB4, nos deixou. Com ele, vai junto uma parte considerável do vocal brasileiro. Com ele foi a minha música. Fraternalmente, Aquiles."
O corpo do cantor foi velado até as 21h desta quarta na Hospital da Beneficência Portuguesa, de onde seguiria para o Crematório da Vila Alpina para a cerimônia de cremação, que estava agendada para as 11h de hoje.
Magro iniciou carreira com estudos de piano e integrou a banda Sociedade Musical Patápio Silva como segundo clarinetista. Em 1959, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou música com especialistas da área.
(Com Agência Estado)

agosto 05, 2012

Rádio Wauke


Amigos queridos, trago hoje nesse domingo ensolarado um presente a todos vocês que amam a nossa verdadeira música popular brasileira. Um programa sobre  Gal Costa produzido pelo grande Carlos Walker.
Fiz uma pequena pesquisa sobre ele para que vocês o conheçam um pouquinho.
Cantor, compositor e poeta carioca. Nasceu no Rio de Janeiro mas foi criado em São Paulo. Inicia na música em 1969 através de festivais de música popular. Em 1974 é lançado e torna-se conhecido nacionalmente com sua canção de ninar, "Alfazema", que integra a trilha sonora da novela O Espigão, de Dias Gomes (TV Globo). Depois grava para outras trilhas de novelas da Globo. Lançou seu 1º Lp A Frauta de Pã, em 1975. O disco conta com participações magistrais dos maestros Radamès Gnatalli, Alberto Arantes, Laércio de Freitas e participações especiais de João Bosco, Piry Reis, Gilson Peranzetta, Octávio Burnier, Roberto Quartin e Orquestra Sinfônica. O cara é fera mesmo. E tem mais, seu 2º disco chama-se ONDA, uma releitura radical (na época) da obra de Tom Jobim e foi gravada com a legendária banda HIGH LIFE, Nico Assumpção, Luiz Avellar, Ricardo Silveira, Carlos Bala, Marcio Montarroyos, e Marçalzinho. A produção de Lúcia Sweet e Fátima Leão. Seu mais recente trabalho, FIO DA CANÇÃO vem em parceria com o compositor e pianista, Lúcio Gregori e tem participações da cantora Ná Ozzetti, Celso de Almeida, Evaldo Guedes, Conrado Gois, sopros de Jericó, Shen Ribeiro, Carlos Alberto Alcantara e o Quarteto de Cordas Portinari e os arranjos e piano do maestro Laércio de Freitas.
Além de ser este grande músico, nosso Carlos Walker é também locutor, astrólogo e multimídia. Eu como boa radialista tenho por obrigação divulgar esse grande talento.
Dentre seus admiradores estão: Eu, (modesta hein) João Gilberto, Tom Jobim, Elis Regina entre outros.
Carlos Walker é um intérprete sem fronteiras, que navega por vários mares musicais. Da valsa ao jazz, da bossa ao rap, do erudito ao folk, do contemporâneo, minimalista ao tradicional, permeando com uma emoção característica brasileira em cada direção navegada da música e sons do planeta Terra.
Essa é uma pequenina homenagem a este grande talento, afinal não é todo dia que temos o privilégio de nos tornar amigos de uma celebridade desse porte.

agosto 04, 2012

Caballero


Una veredita alegre con luz de luna o de sol 
Tendida como una cinta con sus lados de arreból 
Arreból de los geranios y sonrisas con rubor 
Arreból de los claveles y las mejillas en flor
Perfumada de magnolia rociada de mañanita
La veredita sonrie cuando tu piel acaricia
Y la populi se ríe y la ventana se agita
Cuándo por esa vereda tu fina estampa pasea
Fina estampa caballero 
Caballero de fina estampa
Un lucero que sonriera bajo um sombrero 
No sonriera más hermoso 
Ni más luciera caballero 
En tu andar andar reluce la acera al andar andar 
Te lleva hacia los zaguanes y a los pátios encantados
Te lleva hacia las plazuelas y a los amores soñados 
Veredita que se arrulla con tafetanes bordados 
Tacón de chapín de seda y justes almidonados 
Es un caminito alegre con luz de luna o de sol 
Que he de recorrer cantando por si te puede alcanzar
Fina estampa caballero quien te pudiera guardar 
Fina estampa caballero Caballero de fina estampa 
Un lucero que sonriera bajo um sombrero 
No sonriera más hermoso Ni más luciera caballero
En tu andar andar reluce la acera al andar andar


junho 15, 2012

Presente do meu querido primo Rodrigo. Mais que um poema, uma oração.

Meu querido primo me enviou este vídeo pensando em me fazer um carinho. E que carinho! Faz tempo que não me emociono tanto assim. Maria Bethânia interpreta lindamente o "Poema do menino Jesus", de Fernando Pessoa e, em seguida, canta "O doce mistério da vida". Não dá nem para descrever o que a gente sente. Um grande beijo a todos!

abril 19, 2012

Marisa Maravilhosa Monte


Uma música linda para dizer bom dia!
 Em 19 anos de carreira, Marisa vendeu mais de 9 milhões de discos no Brasil e no exterior e vem ampliando sempre suas plateias e acumulando prêmios e críticas que a reconhecem como uma das grandes cantoras da música brasileira moderna, fazendo a ponte entre a tradição e o pop contemporâneo, integrando gêneros e gerações musicais e surpreendendo sempre o público com sua originalidade e a qualidade de seu canto, com o seu talento de compositora e a solidez de suas escolhas musicais. O segredo do seu sucesso é público e notório: tanto em discos como em shows, Marisa nunca fez concessões, sempre cantou o que quis, como quis, com quem quis e quando quis. Cercou-se sempre de grandes músicos e renovou constantemente seu repertório. Avessa ao mundo das celebridades, mesmo sendo uma das artistas mais populares do Brasil e poderosa produtora independente, Marisa leva uma vida discreta no Rio de janeiro ou viajando pelo Brasil e pelo mundo, a cada novo disco, quando fala sobre seu trabalho, comenta sua carreira e discute suas ideias. NELSON MOTTA.

março 25, 2012

Oração a São Jorge

Tão bonita essa oração... essa música do Zeca ficou muito bonita com a participação do Jorge Ben Jor.
A todos um domingo de muitas bençãos com a proteção de São Jorge e Nossa Senhora.  Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. Amém!
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge Rogai por Nós.


fevereiro 28, 2012

Como Tom e Vinícius compuseram "Chega de Saudade".


Depoimento de Vinícius, na coletânea de artigos “samba falado”, (Rio de Janeiro, Beco do Azougue, 2008), quando ele diz como a canção "Chega de saudade" foi composta. 
"...Nesse mesmo ano de 1956, Tom, depois de preparada a partitura da minha peça “Orfeu da Conceição”, resolveu ir descansar em Poço Fundo, lá para os lados de Itaipava, onde seu pai tem um sítio. Quatro sambas (os nossos primeiros) haviam saído dessa safra, todos para o Orfeu. “Se todos fossem iguais a você”, “Lamento no morro”, “Mulher, sempre mulher” e “Um nome de mulher”. Minha valsa Eurídice seria usada como o tema da mulher amada. Tudo andava sobre rodinha e eu, uma vez escolhido o diretor e os atores, achei-me com direito de ter uma angina de garganta, que me bateu na cama. Foi no meio dessa angina que Tom, um dia, de volta da montanha, chegou à minha casa, na Rua Henrique Drummond, sentou-se ao meu lado e, depois de um papo manso, pegou meu violão e pôs-se a tocar um sambinha que logo alertou o ouvido.
 - Você gosta? – perguntou-me ele ao terminar.
 - Faz de novo. Tom repetiu-o umas dez vezes. Era uma graça total, com um tecido melancólico e plangente; e bastante “chorinho lento” no seu espírito. Eu fiquei de saída com a melodia no ouvido, e vivia a cantarolá-la dentro de casa, à espera de uma deixa para a poesia. Aquilo sim, me parecia uma música inteiramente nova, original: inteiramente diversa de tudo que viera antes dela, mas tão brasileira quanto qualquer choro de Pixinguinha ou samba de Cartola. Um samba todo em voltas, onde cada compasso era uma nota de amor, cada nota uma saudade de alguém longe. Mas a letra não vinha. De vez em quando eu me sentava à minha mesa, diante da janela que dava para o Country (hoje a casa foi, é claro, transformada em mais um prédio de apartamentos...), e tentava. Mas o negócio não vinha. Acho que em toda a minha vida de letrista nunca levei uma surra assim. Fiz dez, vinte tentativas. Houve uma ocasião em que dei o samba como pronto, à exceção de dois versos finais da primeira parte, que eu sabia quais eram, mas que não havia maneira de se encaixarem na música, numa relação de sílaba com sílaba. Eu já estava ficando furioso, pois Tom, embora não me telefonasse reclamando nada, estava esperando pelo resultado. Uma manhã, depois da praia, subitamente a resolução chegou. Fiquei tão contente que cheguei a dar um berro de alegria, para grande susto de minhas duas filhinhas. Cantei e recantei o samba, prestando atenção a cada detalhe, a cor das palavras em correspondência à da música, à acentuação das tônicas, aos problemas de respiração dentro dos versos, a tudo. Queria depois dos sambas do “Orfeu”, apresentar ao meu parceiro uma letra digna de sua nova música: pois eu realmente a sentia nova, caminhando numa direção a que não saberia dar nome ainda, mas cujo nome já estava implícito na criação. Era realmente a bossa nova que nascia, a pedir apenas, na sua interpretação, a divisão que João Gilberto descobriria logo depois. Intitulei-o chega de saudade recorrendo a um de seus versos. Telefonei para Tom e dei um pulo a seu apartamento. O jovem maestro sentou-se ao piano e eu cantei-lhe o samba duas ou três vezes, sem que ele dissesse nada. Depois, vi-o pegar o papel, colocá-lo sobre a estante do piano e cantá-lo ele próprio. E em breve chamar sua mulher em tom vibrante:
 - Teresa!" 
Do blog Música em prosa.

fevereiro 22, 2012

Hoje é um belo dia para se ouvir Vinícius de Moraes!

Marcha De Quarta-Feira De Cinzas


Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar
Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz
Seu canto de paz.

outubro 03, 2011

Roberto Frejat



O músico foi vibrante, emocionou e fez outro show inesquecível no Rock in Rio.
Roberto Frejat abriu o sábado do Rock in Rio às 19h, numa noite que promete entrar para a história dos festivais. Depois de uma tarde de muito calor na Cidade do Rock, o ex-integrante do Barão Vermelho começou o sexto dia com sucessos que marcaram a música brasileira. A apresentação foi curta, mas ele fez o suficiente para não deixar ninguém parado e entrar novamente para a galeria dos shows inesquecíveis. 

A ligação de Frejat com o Rock in Rio começou já em 1985, quando o Barão Vermelho fez um show histórico para mais de 200 mil pessoas no momento em que caia a Ditadura no Brasil, na primeira edição do festival, na Zona Oeste da cidade. O público e o momento da história são totalmente diferentes, mas a emoção passada pelo guitarrista quebrou a barreira de quase três décadas do momento mágico com o Barão de Cazuza, e não deixou a desejar. 

A primeira canção foi "Exagerado", com uma guitarra para lá de pesada, e que fez a plateia pular pela primeira fez no sábado em frente ao Palco Mundo. "Você não entende nada" veio logo na sequência. Mas quando Frejat tocou um dos maiores clássicos do Barão Vermelho, "Por que a gente é assim", a Cidade do Rock cantou alto a letra de Cazuza com o rock de garagem da banda que marcou a década de 80. 

"Não vou ficar", "Caleidoscópio", "Réu confesso" e "Você" foram as canções que vieram logo a seguir em um mix. No palco, Frejat não descansava um minuto, mostrando uma disposição de chamar a atenção, o que conseguiu contagiar a plateia. Na guitarra, seus velhos solos impecáveis. 

O momento de maior emoção da primeira parte do show foi com "Segredos", um dos grandes sucessos da carreira solo do cantor e guitarrista. Foi neste momento em que a Cidade do Rock cantou em peso após seu pedido. Em seguida, Frejat chamou seu filho Rafael Frejat ao palco para tocar com ele "Malandragem", sucesso escrito por Cazuza e imortalizado na voz de Cássia Eller. Foi um dos momentos áureos da apresentação. Novamente os 100 mil presentes cantaram cada parte da letra. Rafael ainda continuou para tocar com o pai "Amor pra recomeçar". 

 O que veio depois foi mais emoção e um pouco do Frejat letrista. "Por você", outro grande hit de sua carreira solo. Novamente, letra na ponta da língua do público. Depois foi a vez de uma surpresa. Frejat interpretou um dos grandes sucessos da Legião Urbana, "Ainda é cedo", com solos marcantes e uma guitarra com pesada distorção, levando ao mesmo tempo a letra rebelde de Renato Russo e o rock and roll pelo qual o público ansiava.

Mas ainda não havia acabado. Era o momento de levar ao palco uma das letras mais marcantes de Cazuza. "Bete Balanço" não deixou ninguém parado ou calado. Apesar da animação do público, era a penúltima música do show. Para fechar, Frejat sacudiu de vez a galera com "Puro êxtase".
Numa apresentação curta, o músico fez de tudo para marcar novamente sua passagem pelo festival. Certamente no filme de sua carreira esse episódio será contado.    
Cláudio Francioni: 'Frejat usa 'Malandragem' e enche seu show de covers'

Malandro de outros festivais, Frejat encheu seu set list de sucessos e caiu nas graças da galera.  Trouxe músicas do Barão Vermelho, parcerias suas com Cazuza e criou belos arranjos para sucessos de Tim Maia (saindo do lugar comum das mais óbvias) e Caetano Veloso. De seu repertório, apenas "Amor pra recomeçar" e "Segredos", cantadas à plenos pulmões. No palco, a presença dos barões Peninha e Maurício Barros, além dos ótimos Billy Brandão (guitarra), Bruno Migliari (baixo) e Marcelinho da Costa (bateria). 
Um belíssimo show e mais uma ótima surpresa. Rafael Frejat, de 15 anos, filho de Roberto Frejat, não teve tempo de ensaiar com o pai a sua participação no Rock in Rio..Após o show, Frejat conversou com os jornalistas na área VIP do festival e contou que o adolescente improvisou na hora a sua performance na guitarra. No palco Mundo, Rafael tocou com o pai duas músicas: Malandragem e Amor para recomeçar."
O show foi muito emocionante e especial porque toquei duas músicas com o meu filho. Ele tem 15 anos e não ensaiou nada antes, ele é muito seguro. Além disso, foi a primeira vez em que toquei num festival em dez anos de carreira solo. É uma grande conquista", disse Frejat.

Sempre fui muito fã de Roberto Frejat. Um músico de primeiríssima qualidade, uma voz imcomparável, estilo inconfundível e eclético. Casado há 24 anos, Frejat sempre foi sinônimo de "menino bem comportado". Muito diferente de Cazuza.

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agosto 28, 2011

A Rota do Indivíduo - Djavan


Mera luz que invade a tarde cinzenta
E algumas folhas deitam sobre a estrada
O frio é o agasalho que esquenta
O coração gelado quando venta
Movendo a água abandonada
Restos de sonhos sobre um novo dia
Amores nos vagões, vagões nos trilhos
Parece que quem parte é a ferrovia
Que mesmo não te vendo te vigia
Como mãe, como mãe que dorme olhando os filhos
Com os olhos na estrada
E no mistério solitário da penugem
Vê-se a vida correndo, parada
Como se não existisse chegada
na tarde distante, ferrugem ou nada.

abril 27, 2011

Stairway to Heaven

No último dia 5 de março, a mítica e uma das mais belas canções que conheço "Stairway to Heaven" completou 40 aninhos.
 Ainda que seu lançamento físico não acontecesse até a chegada do quarto álbum do Led Zeppelin, em novembro de 71, a primeira apresentação em público da canção aconteceu alguns meses antes no Ulster Hall de Belfast.

A canção tem uma infinidade de versões realizadas por artistas de todos os ramos, e eu não poderia informar todos os prêmios e menções que recebeu nestes quarenta anos.
 Existe também uma discussão  entre fãs sobre qual é a mais bela canção de todos os tempos.
 As concorrentes de "Stairway to Heaven" são "Bohemian Rhapsody" e "Hotel Califórnia".
Todas são lindas, porém, a primeira é uma composição simplesmente maravilhosa, cuja magnitude fez com que tenha deixado de ser uma música qualquer de um grupo rockeiro dos anos 70, para se converter em uma brilhante obra prima que pertencerá para sempre ao conjunto da arte humana.
Quanto a ser a mais bela canção de todos os tempos já é outra história.
Eu não creio que possamos escolher somente uma música, pois são muitas as composições que devem entrar nessa lista. Inclusive as brasileiras.
Enquanto isso não acontece, vamos ouvir Stairway to Heaven.
Beijos a todos.