O músico foi vibrante, emocionou e fez outro show inesquecível no Rock in Rio.
Roberto Frejat abriu o sábado do Rock in Rio às 19h, numa noite que promete entrar para a história dos festivais. Depois de uma tarde de muito calor na Cidade do Rock, o ex-integrante do Barão Vermelho começou o sexto dia com sucessos que marcaram a música brasileira. A apresentação foi curta, mas ele fez o suficiente para não deixar ninguém parado e entrar novamente para a galeria dos shows inesquecíveis.
Roberto Frejat abriu o sábado do Rock in Rio às 19h, numa noite que promete entrar para a história dos festivais. Depois de uma tarde de muito calor na Cidade do Rock, o ex-integrante do Barão Vermelho começou o sexto dia com sucessos que marcaram a música brasileira. A apresentação foi curta, mas ele fez o suficiente para não deixar ninguém parado e entrar novamente para a galeria dos shows inesquecíveis.
A ligação de Frejat com o Rock in Rio começou já em 1985, quando o Barão Vermelho fez um show histórico para mais de 200 mil pessoas no momento em que caia a Ditadura no Brasil, na primeira edição do festival, na Zona Oeste da cidade. O público e o momento da história são totalmente diferentes, mas a emoção passada pelo guitarrista quebrou a barreira de quase três décadas do momento mágico com o Barão de Cazuza, e não deixou a desejar.
A primeira canção foi "Exagerado", com uma guitarra para lá de pesada, e que fez a plateia pular pela primeira fez no sábado em frente ao Palco Mundo. "Você não entende nada" veio logo na sequência. Mas quando Frejat tocou um dos maiores clássicos do Barão Vermelho, "Por que a gente é assim", a Cidade do Rock cantou alto a letra de Cazuza com o rock de garagem da banda que marcou a década de 80.
"Não vou ficar", "Caleidoscópio", "Réu confesso" e "Você" foram as canções que vieram logo a seguir em um mix. No palco, Frejat não descansava um minuto, mostrando uma disposição de chamar a atenção, o que conseguiu contagiar a plateia. Na guitarra, seus velhos solos impecáveis.
O momento de maior emoção da primeira parte do show foi com "Segredos", um dos grandes sucessos da carreira solo do cantor e guitarrista. Foi neste momento em que a Cidade do Rock cantou em peso após seu pedido. Em seguida, Frejat chamou seu filho Rafael Frejat ao palco para tocar com ele "Malandragem", sucesso escrito por Cazuza e imortalizado na voz de Cássia Eller. Foi um dos momentos áureos da apresentação. Novamente os 100 mil presentes cantaram cada parte da letra. Rafael ainda continuou para tocar com o pai "Amor pra recomeçar".
O que veio depois foi mais emoção e um pouco do Frejat letrista. "Por você", outro grande hit de sua carreira solo. Novamente, letra na ponta da língua do público. Depois foi a vez de uma surpresa. Frejat interpretou um dos grandes sucessos da Legião Urbana, "Ainda é cedo", com solos marcantes e uma guitarra com pesada distorção, levando ao mesmo tempo a letra rebelde de Renato Russo e o rock and roll pelo qual o público ansiava.
Mas ainda não havia acabado. Era o momento de levar ao palco uma das letras mais marcantes de Cazuza. "Bete Balanço" não deixou ninguém parado ou calado. Apesar da animação do público, era a penúltima música do show. Para fechar, Frejat sacudiu de vez a galera com "Puro êxtase".
Numa apresentação curta, o músico fez de tudo para marcar novamente sua passagem pelo festival. Certamente no filme de sua carreira esse episódio será contado.
Cláudio Francioni: 'Frejat usa 'Malandragem' e enche seu show de covers'Numa apresentação curta, o músico fez de tudo para marcar novamente sua passagem pelo festival. Certamente no filme de sua carreira esse episódio será contado.
Malandro de outros festivais, Frejat encheu seu set list de sucessos e caiu nas graças da galera. Trouxe músicas do Barão Vermelho, parcerias suas com Cazuza e criou belos arranjos para sucessos de Tim Maia (saindo do lugar comum das mais óbvias) e Caetano Veloso. De seu repertório, apenas "Amor pra recomeçar" e "Segredos", cantadas à plenos pulmões. No palco, a presença dos barões Peninha e Maurício Barros, além dos ótimos Billy Brandão (guitarra), Bruno Migliari (baixo) e Marcelinho da Costa (bateria).
Um belíssimo show e mais uma ótima surpresa. Rafael Frejat, de 15 anos, filho de Roberto Frejat, não teve tempo de ensaiar com o pai a sua participação no Rock in Rio..Após o show, Frejat conversou com os jornalistas na área VIP do festival e contou que o adolescente improvisou na hora a sua performance na guitarra. No palco Mundo, Rafael tocou com o pai duas músicas: Malandragem e Amor para recomeçar."
Um belíssimo show e mais uma ótima surpresa. Rafael Frejat, de 15 anos, filho de Roberto Frejat, não teve tempo de ensaiar com o pai a sua participação no Rock in Rio..Após o show, Frejat conversou com os jornalistas na área VIP do festival e contou que o adolescente improvisou na hora a sua performance na guitarra. No palco Mundo, Rafael tocou com o pai duas músicas: Malandragem e Amor para recomeçar."
O show foi muito emocionante e especial porque toquei duas músicas com o meu filho. Ele tem 15 anos e não ensaiou nada antes, ele é muito seguro. Além disso, foi a primeira vez em que toquei num festival em dez anos de carreira solo. É uma grande conquista", disse Frejat.
Sempre fui muito fã de Roberto Frejat. Um músico de primeiríssima qualidade, uma voz imcomparável, estilo inconfundível e eclético. Casado há 24 anos, Frejat sempre foi sinônimo de "menino bem comportado". Muito diferente de Cazuza.
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