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fevereiro 05, 2012

O planeta pede socorro parte 2

Dando sequência ao tema,  uma matéria  explicando como o plástico polui os oceanos e mata os animais marinhos. Veja no mapa a concentração de plástico.


A bordo do veleiro Sea Dragon, a jornalista Liana John acompanha as pesquisas sobre o lixo plástico acumulado no Oceano Atlântico.
por Liana John
Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
Uma semana a bordo. Nenhum continente ou ilha fica a menos de mil quilômetros do ponto em que estamos agora. No meio do Atlântico Sul, a tripulação do veleiro Sea Dragon avalia que o oceano parece limpo. Mas a miragem se desmancha nas mãos do cientista americano Marcus Eriksen, do projeto 5 Gyres: após deslizar um coletor por uma hora na superfície da água, ele exibe uma coleção de fragmentos de plástico.
 Os mares do mundo foram invadidos por uma praga quase invisível, o lixo plástico, em boa parte arrastado das cidades pelo curso dos rios. Os resíduos não chegam a formar ilhas flutuantes, mas uma fina camada de fragmentos está presente em todo o percurso da expedição - 3,5 mil quilômetros entre o Rio de Janeiro e a ilha de Ascensão, uma possessão britânica. Nem uma vez recolhemos o coletor sem plástico. Em viagens pelos maiores giros oceânicos do mundo, o 5 Gyres obteve os mesmos resultados. O que varia é a densidade de fragmentos. O lixo é mais nocivo do que aparenta. Enquanto viaja, o plástico entra em contato com os poluentes orgânicos persistentes (POPs), uma categoria de contaminantes de longa duração no ambiente - caso do pesticida DDT e das dioxinas. "Um fragmento de plástico circulando há alguns anos no mar chega a ter uma concentração de POPs 1 milhão de vezes maior que a água a seu redor", diz Eriksen.


Isso acontece porque esse lixo e os poluentes têm a mesma origem - o petróleo - e possuem afinidade química. Assim, os organoclorados dispersos na água aderem ao plástico "viajante". Pobre do animal que engolir a mistura indigesta: não conseguirá metabolizar o plástico e sofrerá os efeitos da contaminação. Vazamentos e naufrágios são fontes de lixo e POPs, mas apenas de uma ínfima parte. "A grande maioria dos resíduos sai de cidades e lixões em terra. São despejados diretamente nos rios ou carregados pelas enxurradas até terminar no mar", conta Eriksen.

O planeta pede socorro parte 1

Nos últimos dias assisti a uma reportagem sobre a poluição na Baía de Guanabara e fiquei chocada com a falta de conscientização da população e a escassez de instrumentos que permitam aos moradores de comunidades próximas aos rios, lagoas e canais que deságuam na baía preservar os recursos hídricos. Como a coleta de lixo não entra nas comunidades carentes, as pessoas acabam jogando todos os detritos nos rios. Usam a água como meio de transporte. As indústrias instaladas às margens da baía e do sistema que a abastece, responsáveis pelo lançamento de detritos por muitos anos, já estão em sua maioria adequadas às legislações ambientais. Segundo dados da Secretaria de Estado do Ambiente, no ano passado foram retirados aproximadamente 2 milhões de metros cúbicos de resíduos das lagoas, rios e canais do estado. Entre o material recolhido havia pneus, móveis e até carrocerias de automóveis. Isso sem falar nos "presentes" que os adeptos da umbanda e candomblé jogam nas praias para saudar Iemanjá. São barquinhos de isopor com vidros e mais vidros de perfume, sabonetes, garrafas de bebidas, pentes e espelhos que, no dia seguinte, depois da festa, deixam a praia completamente suja. Um verdadeiro depósito de lixo. Gente, pelo amor de Deus, não transformem reverência em desrespeito; o planeta está pedindo socorro!


julho 09, 2011

Planeta Terra e Canção da Terra


Planeta Terra, minha casa, meu lugar

Uma caprichosa anomalia no mar de espaço
Planeta Terra, você fica apenas
Flutuando, uma nuvem de poeira
Um globo inferior, pronto para se despedaçar
Um pedaço de metal prestes a enferrujar
Um ponto de matéria num vácuo sem sentido
Uma solitária nave espacial, um enorme asteróide

Frio como uma rocha sem cor
Unidas com um pouco de cola
Algo me diz que isso não é verdade
Você é a minha querida macia e azul
Você se importa, tenha uma parte
Nas profundas emoções do meu coração
Tenro com a brisa carinhosa e inteira
Vivo com música, assombrando

Nas minhas veias eu senti o mistério
Dos corredores do tempo, dos livros de história
Canções sobre a vida de épocas vibrando em meu sangue
Dançaram o ritmo da maré e da enchente
Suas misteriosas nuvens, sua tempestade elétrica
Foram tempestades turbulentas em minha própria forma
Eu experimentei o salgado, o amargo, o doce
De cada encontro, de paixão, de calor
Sua cor desordeira, sua fragrância, seu sabor
Emocionaram os meus sentidos além de toda pressa

Na sua beleza eu conheço a maneira
Da felicidade eterna, deste momento de agora
Planeta Terra, você fica apenas
Flutuando, uma nuvem de poeira
Um globo inferior, pronto para se despedaçar
Um pedaço de metal prestes a enferrujar
Um ponto de matéria num vácuo sem sentido
Uma solitária nave espacial, um enorme asteróide

Frio como uma rocha sem cor
Unidas com um pouco de cola
Algo me diz que não é verdade
Você é a minha querida macia e azul
Você se importa, tenha uma parte
Nas profundas emoções do meu coração
Tenro com a brisa carinhosa e inteira
Vivo com música, assombrando minha alma
Planeta terra, gentil e azul
De todo o meu coração, eu te amo.

Michael Jackson.