Nathalie, Daniela e Rafaela.
Ontem aconteceu o Bazar da "Coisa de Bicho". Uma futura ONG que conheço somente através da net. Já falei pelo celular com as meninas que realizam esse trabalho admirável, mas ontem conheci duas delas pessoalmente.
Pense numa pessoa maravilhosa, educada, criativa, linda, serena e muito mais que poderia ficar escrevendo sobre ela até amanhã. Essa é a Nathallie Fortuna Ferreira. Ah, seu marido Marcelo também é muito legal, além de ser um artista. Já vi o blog deles.
Agora pense em uma pessoa também maravilhosa, educada, maravilhosa, carinhosa, amigável, batalhadora e mais outras mil palavras. Essa é a Rafaela Zaqueta. Eu a conheci pessoalmente ontem, mas parece que foi há mil anos. Só faltou conhecer a Dani Iartelli, mas já sei que é adorável.
O trabalho que elas fazem tirando os animais das ruas e dando-lhes carinho e uma nova oportunidade, me faz pensar que as coisas ainda tem jeito. Que o mundo não está perdido. Fico sem palavras ao ver a iniciativa sublime de resgatar cães e gatos, cuidar, proteger e, acima de tudo, amar.
Gente, a Rafaela cuida de alguns animais em sua casa até que sejam adotados. Isso é uma nobreza sem tamanho. Todos temos muito que aprender com essas meninas encantadoras, pois elas fazem a diferença nesse mundo. Pessoas incríveis que se completam... "não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida."
Que Deus as abençoe. Que elas tenham sempre essa luz grandiosa que as acompanha.
Estão sempre acompanhadas por anjos!
Beijocas da Silvinha.
Esse é o Greg Crokete. Fui agradá-lo e ele deitou na minha mão. Maravilhoso! Quero ele pra mim...
Se você quiser ajudar essa ONG, entre em contato:
- animaisparaadocaonac
idadedeassis@bol.com .br - coisadebicho@r7.com
- Rua:Capitão Assis,2196.Assis, Brazil
Vendo esse desprendimento de bens terrenos, gostaria de postar um trecho do Caçador de Pipas, de
Khaled Hosseini.
Era uma vez... As histórias maravilhosas começam assim. Não importa o tamanho delas. Se começam por era uma vez, são sempre maravilhosas.
Pois era uma vez um homem. Um homem pobre que de precioso só tinha um cálice.
Nele, ele bebia a água do riacho que passava próximo à sua casa. Nele, bebia leite, quando o conseguia, em troca de algum trabalho.
Era pobre, mas feliz. Feliz com sua esposa, que o amava. Feliz em sua pequena casa, que o sol abraçava nos dias quentes, tornando-a semelhante a um forno.
Feliz com a árvore nos fundos do terreno, onde escapava da canícula.
Saía pelas manhãs em busca de algum trabalho que lhe garantisse o alimento a ele e à esposa, a cada dia.
Assim transcorria a vida, em calma e felicidade. Nas tardes mornas, quando retornava ao lar, era sempre recebido com muita alegria.
Era um homem feliz. Trazia o coração em paz, sem maiores vôos de ambição.
Então, um dia... Sempre há um dia em que as coisas acontecem e mudam o rumo da História.
Pois, nesse dia, nem ele mesmo sabendo o porquê, uma lágrima caiu de seus olhos, dentro do cálice.
De imediato, o homem ouviu um pequeno ruído, como de algo sólido, que bateu no fundo do recipiente.
Olhou e recolheu entre os dedos uma pérola. Sua lágrima se transformara em uma pérola.
Então, o homem pensou que poderia ficar muito rico se chorasse bastante.
Como não tinha motivos para chorar, ele começou a criá-los. Precisava se tornar uma pessoa triste, chorosa, para enriquecer.
Com o dinheiro da venda das pérolas pensava comprar lindas roupas para sua esposa, uma casa mais confortável, propriedades, um carro.
E assim foi. Ele começou a buscar motivos para ficar triste e para chorar muito.
Conseguiu muitas riquezas. Ele poderia tornar a ser feliz. No entanto, desejava mais.
As pequenas coisas que antes lhe ofertavam alegrias, agora, de nada valiam.
Que lhe importava o raio de sol para se aquecer no inverno? Com dinheiro, ele mandou colocar calefação interna em toda sua residência.
Por que aguardar os ventos generosos para arrefecer o calor nos dias de verão? Com dinheiro, ele pediu para ser instalado ar condicionado em toda a sua casa.
E no carro, e no escritório que adquiriu para gerir os negócios que o dinheiro gerara.
E a tristeza sempre precisava ser maior. Do tamanho da ambição que o dominava.
Nunca era o bastante. Os afagos da esposa, no final do dia e nos amanheceres de luz deixaram de ser imprescindíveis.
Ele não podia perder tempo. Precisava chorar. Precisava descobrir fórmulas de ficar mais triste e derramar mais lágrimas.
Finalmente, quando o homem se deu conta, estava sem esposa, sem amigos. Só... Com seu dinheiro, toda sua imensa fortuna.
Chorando agora, estava tão desolado, que nem mais se importava em despejar o dique das lágrimas no cálice.
A depressão tomara conta dele e nada mais tinha significado.
A história parece um conto de fadas. Mas nos leva a nos perguntarmos quantas vezes desprezamos os tesouros que temos, indo à cata de riquezas efêmeras.
Pensemos nisso e não desperdicemos os valores verdadeiros de que dispomos. Nem pensemos em trocá-los por posses exageradas.
A tudo confiramos o devido valor, jamais perdendo nossa alegria.
Haveres conquistados à troca de infelicidade somente geram infelicidade.










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