Quem é que enfrenta muitos desafios diariamente em busca de informações exclusivas, imagens impactantes sempre em busca de fontes quentes? Quem é que está sempre correndo atrás de novos personagens, histórias curiosas, muitas vezes arriscando a própria segurança para levar informações precisas às pessoas?
Existe coisa mais gostosa do que pegar o jornal de manhãzinha e ver seu nome estampado na capa? Melhor que isso somente ouvir do editor: “Parabéns, você está contratado. Pode começar agora?”.
O bom repórter se arrisca, segue seu faro, às vezes acerta, às vezes erra, mas não tem complexo de inferioridade. Essa é uma profissão que não permite remorsos futuros.
O grande Gilberto Dimenstein diz que (...) o bom repórter tem que ter sensibilidade para a tragédia, gostar de má notícia, perceber onde está a sacanagem, o erro, o deslize. Os prêmios são dados para notícias de tragédias.!"
É pena que tantos bons profissionais nem conseguem um mísero emprego na área e vivem por aí mendigando uma oportunidade. Por outro lado conheci grandes jornalistas que após muito tempo sem trabalho, buscaram a bebida e outras drogas para que pudessem suportar a fila do desemprego. Eu mesma vivi muito tempo nessa situação esperando por um reconhecimento, uma palavra que nunca veio.
Parabéns a todos os meus queridos amigos que fazem dessa profissão a sua vida.
Aqui, Maria Silvia Gomes, uma jornalista desempregada que resolveu buscar a redenção escrevendo nesse blog e que nunca deixará de amar essa profissão.
Acho que ser repórter é uma vocação.
Em homenagem a todos os meus amigos jornalistas, uma lista muito especial .
30 cagadas imperdoáveis de um jornalista1. Perceber que o gravador está sem pilhas só na hora de ligá-lo.
2. Não ter caneta ao começar uma entrevista.
3. Esquecer o nome do entrevistado (mas se o entrevistado for um ex-BBB, a cagada é perdoável).
4. Escrever um texto cheio de clichês.
5. Colocar uma maldita vírgula entre o sujeito e o verbo.
6. Falar “a nível de” e achar o máximo.
7. Fazer perguntas sem nexo a um entrevistado por desconhecimento do assunto.
8. Chegar atrasado e todo suado a uma pauta importante.
9. Falar palavrões num link de TV acreditando estar fora do ar.
10. Editar a matéria de um repórter e assinar com o nome de outro.
11. “Matar” um personagem vivo por erro de apuração.
12. Cometer uma barriga com base em informação de um perfil fake do Twitter.
13. Confundir boato com fato.
14. Esquecer na redação a credencial para um evento importante.
15. Tornar-se assessor de imprensa mesmo odiando ser assessor de imprensa.
16. Narrar um gol do XV de Piracicaba como se fosse do XV de Jaú (e vice-versa).
17. Continuar fazendo frilas para uma editora que sempre dá o cano na hora de pagar.
18. Não dar ouvidos ao pai quando ele perguntar “você tem certeza que quer estudar mesmo jornalismo?”.
19. Publicar legenda esquecendo de deletar o texto de advertência “checar o nome do careca da foto”.
20. Chegar a uma pauta num velório e perguntar para a família do morto se está tudo bem.
21. Entrar no ar com a boca cheia de biscoitos, principalmente se for na TV Globo.
22. Estender a mão para cumprimentar um entrevistado cego.
23. Perder 50 linhas de um texto que não foi salvo depois de um tilt do computador, a poucos minutos do fechamento.
24. Dar em cima da estagiária gostosa que é amante do diretor de redação.
25. Dar para a fonte achando que só por causa disso terá informação privilegiada.
26. Se empanturrar de comer numa coletiva já estando com uma prévia indisposição estomacal (cagada literal).
27. Esquecer de ouvir o outro lado, mesmo que o outro lado seja o do doutor Paulo Maluf.
28. Levar a(o) namorada(o) para uma pauta roubada num sábado à noite.
29. Interromper uma entrevista porque o seu celular tocou (se o toque for um axé, cagada duplamente imperdoável).
30. Não entender a própria letra no bloquinho de anotações.



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