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maio 03, 2012

Liberdade de Imprensa

O que dizer de uma base para sociedades saudáveis e uma força de transformação social?
Liberdade de expressão é um dos nossos direitos mais preciosos. Sustenta toda a liberdade aos outros e fornece uma base para a dignidade humana. Imprensa livre, pluralista e independente é essencial para o seu exercício. Esta é a mensagem do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. 
No ano passado, a UNESCO condenou o assassinato de 62 jornalistas que morreram em decorrência do exercício da função. Esses jornalistas não devem ser esquecidos e os crimes não devem permanecer impunes. Como a mídia se move virtualmente, outros jornalistas on-line, incluindo blogueiros, estão sendo perseguidos, atacados e mortos por seu trabalho. Eles devem receber a mesma proteção que os trabalhadores tradicionais da mídia.
Albert Camus (1913-1960), filósofo e escritor francês nascido na Argélia, escreveu em 1939 um manifesto em favor da liberdade de imprensa mesmo em tempos de guerra.
Para Camus, a liberdade de imprensa é a expressão da própria liberdade. Sem ela, diz, não há como ganhar a guerra. Um trecho demonstra com clareza seu repúdio à censura:
“Le fait qu’à cet égard un journal dépend de l’humeur ou de la compétence d’un homme démontre mieux qu’autre chose le degré d’inconscience où nous sommes parvenus.”
“O fato de um jornal depender do humor ou da competência de um homem demonstra mais do que qualqueer outra coisa o grau de loucura a que chegamos”
“Mesmo em tempos de guerra”, ele diz, são quatro os deveres do jornalista, por meio dos quais a liberdade será não apenas conservada, mas também manifestada: “la lucidité, le refus, l’ironie et l’obstination” — ou: a lucidez, a recusa (rebeldia), a ironia e a obstinação.
Segundo Camus, é fácil comprovar a autenticidade de uma notícia, e um jornalista livre deve pôr nisso toda a sua atenção porque, “SE NÃO PODE DIZER TUDO O QUE PENSA, PODE DEIXAR DE DIZER O QUE NÃO PENSA E AQUILO QUE ACREDITA FALSO”. E afirma: “Cette liberté toute négative est, de loin, la plus importante de toutes, si l’on sait la maintenir” - ou: “Essa liberdade negativa é, de longe, o mais importante de tudo se soubermos mantê-la”.
Vejam vocês… Em 1939, Camus já dava “un coup de pied aux fesses” de vigaristas que dizem fazer isso ou aquilo porque obrigados. Vale para o Brasil: vagabundos que estão por aí hoje posando de “progressistas” e que foram apologistas da ditadura no passado, que fique claro, o foram porque quiseram.VAMOS COMBINAR QUE ERA PROIBIDO FALAR MAL DO REGIME, MAS NÃO ERA PROIBIDO NÃO ELOGIAR O REGIME, ENTENDERAM?
A todos os meus queridos amigos que fazem da palavra a nossa liberdade!

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