Powered By Blogger

abril 25, 2017

Adeus primo-irmão e amigo.


Nessa vida sabemos que todos um dia, iremos nos despedir. Hoje perdi um primo muito querido, então resolvi postar aqui no blog, depois de tantos meses sem escrever. Seu nome, Giancarlo de Gregoris, um lindo menino que lutou contra um câncer por 3 anos. 
Hoje ele finalmente descansou.
Como estou sem palavras, procurei uma psicografia de Chico Xavier que fala um pouco sobre esse momento de perda.
Descanse em paz meu primo, irmão e amigo.


Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a morte, sentimo-nos como se nos arrancassem o coração. Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram. E muitas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão, pelas fontes dos olhos.

Compreendemos, sim, neste outro lado da vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando porquê....

Se a saudade, a distância e o vazio te atormentam o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis com os quais conviveu. Lembra aqueles que não mais te compartilham as experiências, mas não porque a pessoa desapareceu para sempre, e sim porque está ausente.

Os que rumaram para outros caminhos, além das fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam. Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranqüilizá-los com o teu amor. Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, hei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as aflições maiores que as tuas.

Chora, quando não possas evitar o pranto. No entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto Eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus.

Do livro "Na Era do Espírito". Psicografia de Francisco C. Xavier e Herculano Pires. Espíritos Diversos

fevereiro 14, 2017

agosto 10, 2014

A Morte e o Além


Olá amigos. Após todo esse tempo sem postar nada aqui no blog achei que era hora de alguma coisa diferente. Hoje se completam 17 dias que mamãe se foi e  meu coração ainda está em pedaços. Fiquei procurando respostas, palavras de conforto, enfim, qualquer coisa que pudesse tirar de mim, ou ao menos amenizar,  esse sentimento terrível de perda. Tenho lido bastante e na medida do possível, aceitando o que aconteceu. Encontrei um texto muito bom e esclarecedor em um blog holandês, já traduzido. 
Já que não posso fazer mais nada com relação ao fato de ter perdido minha mãe, que pelo menos eu consiga entender.
Um abraço a todos.
Silvinha.

"Queridos amigos, amados anjos de Luz, eu saúdo todos vocês.

E é do coração da energia Crística que eu, Jeshua, estendo minha mão e dirijo minha saudação a cada um de vocês.

Amado anjo, saiba que você é querido. Saiba que é amado incondicionalmente, mesmo agora que você mora num corpo de carne e osso, um corpo mortal. Mesmo enquanto vive dentro dos limites desse lar temporário, você ainda é incondicionalmente uma parte de Deus, o Lar pelo qual tanto anseia. Na verdade, você nunca deixou o Lar, entretanto você não reconhece a chama eterna que permanece acesa para sempre no seu ser. Entre em contato com essa luz neste momento e ame a si mesmo, saiba quem você é. Uma luz tão bonita e pura arde no seu interior. Como você pode duvidar disto?

Hoje vamos falar sobre morrer. Existe muito medo em relação à morte. Medo de aniquilação, medo de esquecimento, medo de ser engolido pelo imenso buraco negro associado à morte. Como acontece com freqüência na dimensão terrena, o ser humano tende a virar as coisas de pernas para o ar e apresentá-las do modo exatamente oposto ao que são realmente. Na verdade, a morte é liberação, é a volta ao lar, a lembrança de quem você realmente é.

Quando a morte chega, você volta sem esforço ao seu estado natural de ser. Sua consciência funde-se com a chama de luz que é a sua verdadeira identidade. As cargas terrenas são retiradas dos seus ombros. A vida dentro de um corpo físico lhe impõe limitações. É verdade que você escolheu mergulhar neste estado de limitação devido à possibilidade de experiência que ele tinha a lhe oferecer. Apesar disso, a retomada do seu estado angélico natural é uma sensação de bem-aventurança! O anjo que vive em você adora voar e ser livre para investigar livremente os inúmeros mundos que constituem o universo. Há tantas coisas para se explorar e experienciar! Ao nascer num corpo terreno, você perde parcialmente o contato com essa liberdade angélica e com a sensação de não ter limites.

Por favor, junte-se a mim agora, enquanto voltamos ao instante imediatamente anterior ao seu mergulho na sua encarnação atual. Em um nível interno, você se permitiu iniciar esta vida terrena. Foi uma escolha consciente. Talvez tenha se esquecido disto e de vez em quando fique em dúvida se realmente quer estar aqui. Entretanto houve um momento em que você disse “sim”. Esta foi uma escolha corajosa. É um ato de grande bravura trocar temporariamente a sua liberdade angélica e seu sentido de não-limitação pela aventura de se tornar um ser humano, de se tornar mortal. Essa aventura guarda uma promessa que faz com que tudo isso valha a pena. Sinta o “sim” que naquele momento se elevou da sua alma. Lembre-se também de ter sido atraído para a Terra. Sinta como se conectou com a realidade da Terra e sinta o momento em que entrou no embrião que estava dentro do útero da sua mãe. Você pode notar que há um certo peso envolvendo o planeta Terra, algo meio cinzento ou denso.

Existe muito sofrimento na Terra. Dor, perda, medo e pensamentos negativos fazem parte da atmosfera coletiva da Terra. E foi isto que você, como alma recém-encarnada, atravessou. A sua luz encontrou o caminho através da escuridão e, ao fazer isto, um inevitável véu de ignorância caiu sobre a sua consciência angélica original. Sinta a tristeza deste acontecimento e, por trás dela, a sua coragem e bravura. Você estava determinado: “Vou fazer isto! Mais uma vez, vou enraizar-me na realidade da Terra para encontrar a minha própria luz, para reconhecê-la, para redescobri-la e para transmiti-la para este mundo, que está precisando tanto dela.”

Sim, foi um salto para dentro da ignorância. Esquecer-se temporariamente de quem você é, não se lembrar do seu estado livre de ser, fazem parte de ser um humano. Você se esquece que está seguro e livre independentemente de onde esteja. Ao se tornar um ser humano, você começa a se preparar para recuperar aquela sensação natural de liberdade e segurança. Na sua busca, você pode ser enlaçado por poderes que parecem lhe oferecer o que está procurando, mas que na verdade estão tornando-o dependente de algo fora de você. Pode curvar-se a julgamentos vindos de fora de si mesmo, que lhe dizem como deve se comportar para ser amado. Estas falsas imagens do Lar, estes substitutos, tendem a entristecê-lo e deprimi-lo. Realmente a descida do Céu para a Terra foi uma viagem dura! Entretanto a morte transporta-o de volta ao plano do amor eterno e da segurança. É na morte que você se entrega a quem você sempre foi. Quando se morre conscientemente, quando se aceita a morte e se entrega a ela, a morte se torna um acontecimento feliz.

O que acontece quando você morre? Antes de morrer, você passa por um estágio de partir e se desapegar. É uma fase em que você diz adeus à vida terrena e aos seus entes queridos. Isto pode ser difícil, mas, ao mesmo tempo, lhe oferece a possibilidade de refletir profundamente sobre quem você é, e o que aprendeu e realizou na Terra durante a sua encarnação. Na dor que você pode sentir ao deixar seus entes queridos, torna-se muito mais claro o que o conecta a eles. É um laço de amor que é imortal. Essa ligação é tão poderosa que passa sem esforço pela fronteira da morte. O amor é uma fonte inexaurível, eternamente dando origem a nova vida. Pois uma coisa é certa: quando você parte em amor, vocês se encontram outra vez. Vocês vão encontrar um ao outro de novo, sem esforço, porque o caminho mais curto para o outro é sempre o caminho do coração.

Se você tem entes queridos que já se foram, pode estar certo que eles estão perto de você, no nível do coração. Sinta a presença deles, pois estão aqui entre nós, saudando-o. Eles se sentem privilegiados e livres. Estão livres da dúvida que atormenta tantas pessoas na Terra, e anseiam por compartilhar com você o amor e a bondade que estão à sua disposição o tempo todo.

Aqueles que ficam para trás geralmente associam a fase anterior à morte dos seus entes queridos com sentimentos de tristeza e perda. É natural chorar a partida de um ser amado; é natural sentir sua falta e desejar sua presença física. Entretanto, nós o encorajamos a tentar sentir que, com a partida deles, abre-se um portal para uma nova dimensão, uma dimensão onde a comunicação é de natureza tão pura, clara e direta, que se eleva acima dos métodos de comunicação usados comumente na Terra. Você pode ter uma comunicação direta com seu ser amado depois da morte, de coração para coração. Deste modo, os mal-entendidos que costumavam separar vocês podem ser facilmente esclarecidos, já que vocês passam a se comunicar honesta e abertamente um com o outro. Sua mensagem será sempre recebida.

Quando você mesmo tiver morrido, verá as pessoas que estão vivendo na Terra de uma perspectiva diferente. Será mais tolerante e doce, e perceberá que tem um sentido mais ampliado de sabedoria. Você não ficará totalmente equilibrado de uma hora para outra, porque existem emoções e sentimentos que você leva consigo e que precisam ser trabalhados. Você não será perfeito nem onisciente logo que deixar a vida física. E isto realmente não é tão ruim, pois existe muita coisa a ser experienciada e descoberta deste lado! Entretanto, na maioria dos seres humanos há uma nova perspectiva. A dimensão da eternidade é tangível e isto suaviza respeitosamente a sua visão do que o ocupava e ocupava as pessoas diretamente ao seu redor, durante a sua estadia na Terra.

Agora, o que acontece com VOCÊ, ao atravessar as fronteiras da morte?

Depois de passar pelo estágio de lamentação, o estágio de despedida, você começa a sentir a morte chegando mais perto. O foco da sua consciência muda. Tendo liberado o mundo exterior, as pessoas e o seu corpo, sua consciência se volta para o seu interior, cada vez mais profundamente. Sua percepção do mundo externo diminui e isto lhe permite preparar-se para a jornada interior na qual está prestes a embarcar. Se aceitar conscientemente a morte, experienciará um “estar pronto”, uma prontidão para realmente se desapegar. Para os seus entes queridos, este é o momento de deixá-lo partir, pois você precisa de todas as suas forças para voltar-se para dentro de si mesmo e se preparar.

Morrer não precisa ser um processo doloroso. O que realmente acontece é de natureza grandiosa e sublime! Morrer é um acontecimento sagrado, no qual a alma se conecta consigo mesma, de uma forma muito íntima. Durante a fase final, a pessoa que está morrendo sente a dimensão terrena – o corpo, os sentidos, as cores e outras sensações físicas – de uma forma neutra. Uma outra dimensão está entrando na sua consciência, com um brilho tão promissor e convidativo, que não é mais tão difícil se entregar e deixar todas as coisas terrenas para trás. Nem mesmo a presença dos seus entes queridos vai impedi-lo de ir embora. A energia do Lar – Deus, Céu, ou como quer que queira chamá-lo – é tão irresistivelmente bondosa, confortadora e segura, que fica fácil deixar ir e devolver seu corpo cansado e desgastado para a Terra.

Uma vez que libere tudo em paz, sua alma se elevará do seu corpo de forma suave e fluida. Você será amparado pelas forças universais de sabedoria e amor. Se morrer sem resistência, o ambiente ao seu redor será preenchido por uma energia calorosa e amorosa. Você experimentará uma sensação indefinível de alívio. Neste ponto, você está livre, e tudo se esclarece. Você se lembra da onipresença do Amor, não como um conceito abstrato, mas como uma realidade palpável. Enquanto estava na Terra, você chamava esse tipo de amor de “Deus”, e mantinha uma imagem humana, distorcida, do que Deus “queria de você”. Estava convencido de que existiam algumas exigências desse Deus, exigências que você geralmente não cumpria. Mas aqui nesta dimensão, você se lembra qual é a verdadeira vontade de Deus: incorporar-se em você, inspirá-lo, experienciar a criação através de você e finalmente reconhecer-Se na sua face. Deus queria tornar-se humano através de você. O objetivo da evolução do universo é VOCÊ: Deus feito homem!

Deus é a fonte da criação, e você é a Sua realização. Você, que deu forma à luz de Deus, nunca é julgado por ser um humano. Pelo contrário, você é honrado. A idéia de um Deus vingativo é mais uma distorção, o reverso da verdade alimentado pelo medo. Deus Se reconhece em você, independente do que você faz ou deixa de fazer. Quando volta a este lado, você se conscientiza disto outra vez, e uma carga imensa de autojulgamento e sentimentos de inferioridade escorregam dos seus ombros. Você sente a alegria original de viver de novo, seguro nas mãos de Deus.

Logo depois da sua chegada aqui, você começará a perceber seres de luz ao seu redor. Haverá guias para ajudá-lo e pessoas que você conheceu e que fizeram a passagem antes de você. Algumas vezes você se surpreenderá com aqueles que encontrará aqui: pessoas que você encontrou apenas rapidamente, mas que tocaram seu coração profundamente, poderão estar ao lado de seus amigos de longa data e parentes seus. Todos aqueles com quem você teve uma conexão baseada no amor virão cumprimentá-lo em algum momento. Mais uma vez, ficará muito claro para você que dizer adeus não passa de uma ilusão, que a conexão pelo coração é eterna. Experienciará uma sensação de gratidão e respeito, ao entrar neste plano de amor incondicional e sabedoria.

Depois que chegar neste lado, haverá uma fase de adaptação, para que se acostume com seu novo ambiente e lentamente libere a sua ligação com a vida terrena. Precisará se ambientar. Haverá guias para ampará-lo, que são especializados nisso. Você ainda terá um corpo, mas ele será mais fluido do que o corpo físico com o qual estava acostumado. É bem provável que tenha a aparência do seu corpo físico mais recente. Embora haja liberdade para assumir qualquer aparência que se desejar, a maioria das pessoas gosta de dar uma certa continuidade por algum tempo. Você também fica livre para criar suas próprias condições de moradia, como por exemplo, uma bela casa com um lindo jardim, num ambiente natural do qual você gostava enquanto estava na Terra. Está tudo bem, se quiser viver suas fantasias terrenas neste plano, que eu chamo de plano astral. Esta é uma dimensão do reino do ser, que permite muita liberdade criativa, embora ainda lembre e esteja intimamente ligada à dimensão da Terra física.

Algumas pessoas tiveram dificuldade para aceitar a morte na Terra, e sua transição para este lado pode ter sido menos pacífica. Geralmente elas precisam de mais tempo para se adaptar às novas circunstâncias de sua vida. Às vezes demora um pouco até que percebam realmente que morreram. Alguns estiveram doentes durante muito tempo e acham difícil se libertar da idéia de estar doente. Não conseguem acreditar completamente que estão saudáveis de novo, e muitas vezes é preciso o amparo paciente e gentil de um guia espiritual para ajudá-los a liberar seus velhos corpos. O corpo antigo pode se prender à alma, simplesmente como uma idéia, uma forma-pensamento. E o mesmo se dá com os hábitos emocionais e padrões de comportamento. Eles podem se repetir no plano astral, até que a alma descubra sua liberdade, seu poder para se libertar e se abrir para algo novo.

Outra possibilidade é que a alma fique presa ao plano da Terra, principalmente aos entes queridos, por ter morrido repentinamente e muito jovem. Isto pode acontecer no caso de acidentes, desastres, ou quando a pessoa estava na flor da juventude. Estas são situações em que a alma não se sentia pronta nem preparada para a partida. A morte, nesses casos, é mais ou menos traumática. Há um apoio amoroso neste lado para essas almas traumatizadas, como sempre há. Mais cedo ou mais tarde a alma chegará a um estado de aceitação e entendimento da situação. Sempre existe um motivo viável para o que parece ser uma partida prematura do plano da Terra. Morrer nunca é uma coincidência.

À medida que a sua estadia do outro lado se estende, seu espírito se expande para níveis de consciência mais amplos e profundos. Você se desapega cada vez mais dos modos de pensar e sentir com os quais estava acostumado na Terra. Basicamente, você volta gradualmente à essência de quem é, à sua alma, à centelha divina interior. Quanto mais você entra – ou volta – a esse estado de consciência, mais se desliga da sua personalidade terrena e da dimensão da Terra. Passa a sentir um fluxo de ser que se estende para além desse aspecto seu. Conscientiza-se do espaço sem fronteiras que é a sua alma e as inúmeras experiências que você juntou na sua jornada através do universo.

A partir desse estágio, quando as pessoas da Terra se conectam com você, elas sentem uma pessoa que adquiriu sabedoria e amor espiritual. Na verdade, ao seu aproximar mais do âmago da sua alma, você deixa o plano astral e entra naquilo que chamo de plano essencial, o reino da Essência. A maioria das pessoas permanece um bom tempo no plano astral, depois de morrer. Elas fazem uma revisão de suas vidas na Terra e refletem sobre todas as experiências pelas quais passaram. No planto astral, você pode experienciar tanto alegria quanto depressão, tanto as emoções positivas quanto as negativas. O ambiente ao seu redor espelha sua realidade psicológica interna. As emoções que você tem que trabalhar tomam a forma de cores, paisagens e encontros. Você visita os reinos astrais com freqüência nos seus sonhos, por isto já está familiarizado com este campo de percepção. Quando seus livros esotéricos falam de muitas camadas ou esferas na vida após a morte, que se estendem da escuridão até a luz, estão se referindo ao plano astral.

No plano astral, você tem a oportunidade de trabalhar a bagagem emocional que você trouxe da sua vida mais recente na Terra. Para isto, recebe ajuda de vários guias amorosos. Num certo ponto, você libera todos os seus laços terrenos e toda sua dor emocional, e então fica pronto para se mover para além de todo plano astral. É aí que você passa para o plano da essência. Quando isto acontece, é como uma segunda morte. Você deixa para trás tudo o que não lhe pertence verdadeiramente, e se dá permissão para fundir-se com o seu Eu maior, sua Essência Divina. No momento em que passa para o plano essencial, você se conscientiza do poder imenso que o move. Você experiencia sua unidade com Deus.

O plano da essência, o plano do Eu eterno, é a sede da consciência divina, da qual toda a criação se origina. Peço-lhe que tome um instante para se conectar com esse plano, aqui e agora. Ele não está lá longe. Ele permeia tudo, tanto o plano astral quanto o plano terreno; ele permeia todo o cosmos. A presença que você sente aqui é a presença de Deus, pura e imaculada. Ela pode ser percebida como um silêncio profundo, completamente pacífico e, ao mesmo tempo, pleno de vida e criatividade. Desta fonte origina-se toda a criação e para esta fonte ela deverá voltar.

Quando alcança o plano essencial depois da morte, você é capaz de fazer escolhas conscientes em relação ao seu objetivo futuro. Neste plano você pode programar, com a ajuda de professores e guias, uma outra encarnação na Terra, ou planejar uma jornada diferente, dependendo das suas metas. No plano essencial, você pode ouvir claramente a voz da sua alma. Foi neste plano que você disse “sim” para a vida na qual se encontra agora.

Tome um instante para se lembrar de como era estar nesse plano. Quanto mais você se conscientizar desta dimensão durante sua vida na Terra, mais fácil e tranqüila será a sua morte e mais fácil será mover-se do plano astral para o plano essencial depois. 

A morte não é nada mais que uma transição, uma das muitas transições pelas quais você passa na vida. A vida na Terra conhece tantos momentos de transição, de passar por algo e deixar ir. Pense nisto. Houve um tempo em que o corpo no qual você vive hoje era muito pequeno, um bebezinho vulnerável. Entretanto sua alma, a Essência Divina no seu interior, já estava trabalhando através dele naquele tempo. Ao chegar à maturidade, você foi engolido pelas exigências da vida terrena e se confrontou com medos e dúvidas. A percepção da sua Essência Divina, da sua alma, foi empurrada para os fundos. Entretanto, houve momentos na sua vida em que a dimensão da consciência divina se abriu novamente. Isto aconteceu geralmente em momentos nos quais você teve que deixar ir, quando você teve que dizer adeus.

Talvez tenha tido que se despedir de um ser amado, talvez tenha tido que abandonar um emprego, ou alguma outra situação semelhante. Tais acontecimentos são transições que se assemelham à morte, não no sentido literal, mas em um nível psicológico. Nessas ocasiões lhe foi pedida uma liberação em um nível profundo, e é justamente nesses momentos de deixar ir que você pode começar a sentir a realidade do seu Eu eterno, a luz divina que brilha no seu interior. Esta realidade permanece consigo incondicionalmente, mesmo quando tudo ao seu redor desaba. E assim acontece também, quando se trata da morte física. Se nesse momento você tem a coragem suficiente para se desapegar, o plano da eternidade o acolhe e você experiencia uma percepção muito forte de quem realmente é.

Morrer em entrega consciente é um acontecimento sagrado, pleno de vida e beleza. A grandiosidade do que está se desenrolando torna-se tangível para todos os presentes. Quanto mais as pessoas presentes tiverem vivenciado “a morte em vida”, mais serão tomadas de admiração e reverência pela transição que estão testemunhando.

Em todas as transições disponíveis na criação, desde nascimento físico e morte até momentos de intenso desligamento emocional na sua vida, a questão mais importante não é se você vai sobreviver, mas se vai conseguir manter a conexão com a sua Essência Divina. Você consegue ficar em contato com o plano da Essência, com suas origens, com o pulsar da Criação? Conectar-se freqüentemente com o plano essencial durante sua vida é a melhor forma de se preparar para a morte e para o que vem depois. Ao se conscientizar agora – antes da morte física – que a Essência de quem você é não depende do seu corpo físico atual, nem da identidade que você assume neste mundo, você se torna livre para fazer a transição suavemente, quando o momento chegar.

Conectar-se com o plano essencial é uma escolha que você faz. A morte por si só não vai levá-lo mais próximo dele. Depois de morrer, você será praticamente a mesma pessoa que é agora, apesar de que lhe serão oferecidas possibilidades diferentes e uma perspectiva mais ampla. Entretanto a pergunta crucial continua sendo a mesma: você se lembra quem você é? Consegue se conectar conscientemente com a dimensão da atemporalidade que flui através de você e que o inspira verdadeiramente?

Você é imperecível, querido e amado anjo de Luz. Tenha fé nisto! Permita-se ser confortado e amparado por este conhecimento quando a hora da sua morte chegar; e agora também, enquanto luta com as questões da sua vida.

Para morrer em paz é preciso que se desapegue, no nível interno, de tudo que o prende à existência terrena. Pratique constantemente o desapego enquanto vive, e você estará preparado para morrer.

Você poderá perguntar: “Não é trágico se desapegar da vida, enquanto se está bem no meio dela?” A resposta é: “Não, pelo contrário – isso é a prova de um espírito verdadeiramente poderoso.”

O que significa desapegar-se? Significa prestar atenção na essência, não se deixar pegar por questões não essenciais. Significa não criar dramas desnecessários; significa experienciar alegria nas coisas simples da vida. Praticar o desapego e ficar sintonizado com o plano da essência implica em estar consciente de uma dimensão oculta, que se encontra diretamente sob e por trás de tudo o que é observável. Significa renunciar ao julgamento apressado em termos de bom e ruim, e confiar na Inteligência Cósmica, que ultrapassa de longe a mente humana.

Muitas pessoas caem na armadilha da febre do pensamento. Encaram a vida febrilmente – como resolver os problemas, como conseguir todas as coisas que elas pensam que precisam fazer. Estão excessivamente concentradas em organizar a vida através da vontade e da mente. Desapegar-se significa não levar tão a sério este seu aspecto pensador. Isto é uma coisa trágica de se fazer? Não. Em vez disso, traz luz e leveza à sua vida.

A sua necessidade excessiva de controle é que faz com que a vida se torne um esforço, pesada e cansativa. O desapego traz paz à mente, humor e atenção. A consciência de que a vida é finita inspira o desejo natural de cultivá-la e cuidar dela. E é aí que a sua Essência Divina pode fluir sem esforço através de você, do plano essencial para a sua realidade terrena. Uma vez que isto aconteça, você terá vencido a morte antes de ter morrido."

© 2009 Pamela Kribbe, www.jeshua.net

Esta mensagem foi traduzida do holandês para o inglês por Joep Boink e traduzida do inglês para o português por Vera Corrêaveracorrea46@ig.com.br

Revisão de Luiz Corrêa.

dezembro 30, 2013

Peter Gabriel


Esse  foi eleito o Video clipe do ano de 1987 pelo MTV Video Music Awards, Também ganhou nas categorias Vídeo do Ano, Melhor Direção de Arte, Melhor Vídeo Conceitual, Melhor Direção, Melhor Edição, Melhor Vídeo Masculino, Melhor Performance Geral, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Vídeo Experimental.
A música é ótima e será sempre um clássico!

Peter Gabriel- Sledgehammer do álbum So, de 1986, pouco depois dele deixar sua banda anterior, o Genesis, e partir para uma carreira solo de tremendo sucesso.

dezembro 09, 2013

Saudação

Estava procurando um poema interessante para postar e acabei me deparando com essa maravilha.
Um dos escritores mais importantes do mundo, ele influenciou até autores brasileiros, entre eles, Augusto de Campos. Pra vocês, um pouquinho de Ezra Pound.

Saudação

Oh geração dos afetados consumados
e consumadamente deslocados,
Tenho visto pescadores em piqueniques ao sol,
Tenho-os visto, com suas famílias mal-amanhadas,
Tenho visto seus sorrisos transbordantes de dentes
e escutado seus risos desengraçados.
E eu sou mais feliz que vós,
E eles eram mais felizes do que eu;
E os peixes nadam no lago
e não possuem nem o que vestir.

Ezra Pound

Tradução de Mário Faustino


Se alguém merece encarnar a figura do poeta seminal do nosso século, como Poe no século passado este é sem dúvida Ezra Pound, com sua obra de amplo espectro, sua permanente devoção à causa da poesia, sua generosa atividade em prol de tantos escritores e artistas modernos, como James Joyce, T.S.Eliot, Yeats, Hemingway, Antheil, Gaudier-Brzeska.

"Ele foi para a poesia deste século o que Einstein foi para a física", disse E.E.Cummings, corroborado por Hemingway: "Um poeta deste século que afirme não ter sido influenciado por Ezra Pound merece mais a nossa piedade que a nossa reprovação".

(trecho de um comentário de Haroldo de Campos
extraído do livro: Ezra Pound - Poesia)

.

setembro 29, 2013

Festa dos Arcanjos


Dizem os mais entendidos no assunto que anjos são seres espirituais que servem de mensageiros divinos. São representados na arte como sendo figuras humanas aladas, tanto em pinturas quanto em esculturas. Também chamamos as pessoas de índole muito bondosa de anjo. Arcanjos – São Anjos de uma ordem superior.
A palavra “Arcanjo” significa “Anjo principal”. E a palavra “Anjo”, por sua vez, significa “mensageiro”.

De acordo com a tradição, existem três arcanjos: Miguel, chefe da milícia celeste, Gabriel, mensageiro celeste e Rafael protetor dos viajantes.
A Igreja unificou a celebração desses três arcanjos mais famosos da história do catolicismo e das religiões, para o dia de hoje, 29 de setembro.
Que tal aceitar essa energia impulsionadora da luz, da cura, da elevação, e da purificação, fluindo continuamente para nós e para todas as formas de vida do Planeta Terra?
Amém.
Meu carinho a todos.

setembro 26, 2013

Cores que aquarelam. Flores que primaveram.


Postando mais uma vez este que considero um dos mais lindos poemas. Grande beijo a todos!

Primavera
Cecília Meireles


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

agosto 06, 2013

O Chef Jamie Oliver ganha batalha judicial contra o McDonald's


Todos nós, de vez em quando,  gostamos de comer coisinhas prontas, porque nem todo dia temos vontade de ir ao fogão, mas ultimamente as indústrias estão deixando muito a desejar.
É um tal de adicionar detergente, soda cáustica. Olha essa agora...

O famoso chef britânico Jamie Oliver ganhou uma batalha contra a cadeia alimentar McDonald`s. Depois de Jamie Oliver ter acusado a cadeia de fast food mais conhecida do mundo de misturar a carne com amoníaco, a marca anunciou que vai mudar a receita dos hambúrgueres.
Em declarações ao jornal Mail Online, o responsável pela qualidade da McDonald's, Todd Bacon, negou qualquer relação entre a denúncia de Jamie Oliver e a decisão da empresa.
No entanto, a decisão tem sido celebrada como uma vitória pelo chef britânico e seus seguidores, bem como por todos os que pregam por uma alimentação saudável.
Foi há cerca de um ano que Jamie Oliver emitiu um programa sobre o processo alegadamente utilizado pela McDonald´s para fazer os seus hambúrgueres.
Segundo este, a rede usaria as partes da carne de bovino com menos qualidade e algumas em condições “verdadeiramente inaceitáveis” que seriam centrifugadas e lavadas com amoníaco para tornar a carne mais volumosa.
Nos EUA, a Taco Bell e o Burger King já deixaram de utilizar esta técnica no fabricação dos seus hambúrgueres.
Na sua batalha contra a fast food, Jamie Oliver também mostrou às crianças que os nuggetts eram feitos com as partes menos nobres dos frangos, pele, gordura e órgãos internos.

agosto 01, 2013

Alimento mágico!


O dia 01 de agosto é o dia Mundial da Amamentação. O aleitamento materno exclusivo é considerado indispensável nos primeiros seis meses de vida da criança, tanto para o desenvolvimento físico como emocional. Sabemos que o leite materno supre todas as necessidades nutricionais do bebê. Até os seis meses de vida, os nossos pequenos não têm necessidade de nenhum outro alimento, nem sequer água ou chazinhos. O leite, sozinho, é suficiente para garantir uma nutrição perfeita. Mesmo após os seis meses, o leite continua oferecendo as bases para o desenvolvimento infantil com os nutrientes essenciais e energéticos, ajudando a prevenir a desnutrição e as deficiências de micronutrientes. Ele contém nutrientes e enzimas perfeitamente balanceadas, com substâncias imunológicas que protegem o bebê e provêm tudo o que a criança necessita no seu comecinho de vida.
O ideal é que é se amamente por, no mínimo, um ano. O leite é um alimento rico em imunoglobulinas, fatores de defesa que protege o bebê contra várias doenças. Um bebê que mama está menos suscetível a doenças.
Estudos comprovam que esse alimento natural aumenta o QI, promove melhor padrão cardiorrespiratório durante a alimentação, melhor resposta às imunizações e melhor equilíbrio emocional. 
Como não ser mágico se é totalmente livre de contaminação, vai diretamente da mãe para o filho, não precisa de esterilização e vem na temperatura ideal?

Estava vendo uma matéria; um estudo publicado recentemente na revista American Journal of Clinical Nutrition sobre as 700 espécies diferentes de bactérias que estão presentes no colostro e que vão definir para sempre a flora do tubo digestivo do bebê, mas esse é um assunto para o próximo post.

julho 06, 2013

Taiguara

Eu sempre gostei muito das músicas do Taiguara, então resolvi fazer uma pequena pesquisa da sua vida e publicar aqui no blog.

Taiguara Chalar da Silva (Montevidéu, 9 de outubro de 1945 — São Paulo, 14 de fevereiro de 1996) foi um cantor e compositor Brasileiro, embora nascido no Uruguai durante uma temporada de shows de seu pai, o Bandoneonista e Maestro Ubirajara Silva.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1949 e para São Paulo, posteriormente, em 1960. Largou a faculdade de Direito para se dedicar à música. Participou de vários festivais e programas da TV. Fez bastante sucesso nas décadas de 60 e 70. Autor de vários clássicos da MPB, como Hoje, Universo do teu corpo, Piano e viola, Amanda, Tributo a Jacob do Bandolim, Viagem, Berço de Marcela, Teu sonho não acabou, Geração 70 e "Que as Crianças Cantem Livres"; entre outros. 
Considerado um dos símbolos da resistência à censura durante a ditadura militar brasileira, Taiguara foi um dos compositores mais censurados na historia da MPB, tendo cerca de 100 canções vetadas. Os problemas com a censura eventualmente levaram Taiguara a se auto-exilar na Inglaterra em meados de 1973. Em Londres, estudou no Guildhall School of Music and Drama e gravou o Let the Children Hear the Music, que nunca chegou ao mercado, tornando-se o primeiro disco estrangeiro de um brasileiro censurado no Brasil. 
Em 1975, voltou ao Brasil e gravou o Imyra, Tayra, Ipy - Taiguara com Hermeto Paschoal e uma orquestra sinfônica de 80 músicos. O espetáculo de lançamento do disco foi cancelado e todas as cópias foram recolhidas pela ditadura militar em poucos dias. Em seguida, Taiguara partiu para um segundo auto-exílio que o levaria a África e à Europa por vários anos. 
Quando finalmente voltou a cantar no Brasil, em meados dos anos 80, não obteve mais o grande sucesso de outros tempos. 
Faleceu em 1996 devido a um persistente câncer na bexiga.


Discografia (Parcial)


1965 - Taiguara - Philips LP

1966 - Crônica da cidade amada - Philips LP

1966 - Primeiro tempo 5x0 - Philips LP

1968 - Taiguara, o vencedor dos festivais - EMI-Odeon LP

1969 - Hoje - EMI-Odeon LP

1970 - Viagem - EMI-Odeon LP

1971 - Carne e osso - EMI-Odeon LP

1972 - Taiguara, piano e viola - EMI-Odeon LP

1973 - Fotografias - EMI-Odeon LP

1974 - Let the children hear the music - KPM LP

1975 - Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara - EMI-Odeon LP

1981 - Porto de Vitória/Sol do Tanganica (1981) Alvorada Continental - Compacto simples

1984 - Canções de amor e liberdade - Alvorada Continental Discos LP

1984 - Mais valia/Vos do leste/Guarânia Guarani/Anita - Alvorada Continental - Compacto duplo extraído do LP Canções de amor e liberdade.

1985 - Grandes sucessos de Taiguara - EMI-Odeon LP

1986 - Grandes sucessos de Taiguara volume 2 - EMI-Odeon LP

1987 - A paz do meu amor - EMI-Odeon LP

1988 - O talento de Taiguara - EMI-Odeon LP duplo

1989 - Teu sonho não acabou - EMI-Odeon LP

1989 - Teu sonho não acabou - EMI-Odeon CD

1994 - Brasil Afri - Movieplay CD .

maio 02, 2013

Sueli Costa



Sueli Correa Costa / Rio de Janeiro, RJ (1943)



A compositora Sueli Costa iniciou sua carreira profissional, com o apoio de Nara Leão, em 1967, que gravou a canção "Por exemplo, você", com parceria de João Medeiros Filho. Apesar de carioca de nascimento, criou-se em Juiz de Fora, onde cursou faculdade de Direito e onde testemunhou a efervescência cultural traduzida nos célebres festivais de música da cidade mineira.

De mudança para o Rio, em 1970, inscreveu a canção "Encouraçado" no V Festival Internacional da Canção. Obteve a terceira colocação, ficando atrás de "BR-3" (Antônio Adolfo e Tibério Gaspar) e "O Amor é o meu País" (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza). Pode ser considerada a primeira parceira do poeta Vítor Martins, na composição "20 anos blue", gravada em 1972 por Elis Regina. Entretanto, o início da parceria com Abel Silva, seu companheiro mais constante nas composições iniciou-se em 1976, com a canção "Jura Secreta", gravada antologicamente no ano seguinte por Simone, na Odeon (LP "Face a Face" - SXMOFB-3931), com arranjo e piano Fender de Gilson Peranzzetta.


Em perfeito ajuste entre sua música e letra dos parceiros, situando-se no mesmo patamar das compositoras Joyce e Fátima Guedes, é uma das compositoras brasileiras mais sintonizadas com o universo feminino, possuindo composições gravadas por um grande número de artistas, como:
Elis Regina (Altos e Baixos - letra de Aldir Blanc, O Primeiro Jornal - letra de Abel Silva)
Maria Bethânia (Coração Ateu - letra de João Medeiros)
Ângela Ro Ro (Nenhum Lugar - letra de Tite de Lemos)
Fafá de Belém (Dentro de mim mora um anjo - letra de Cacaso)
Beth Carvalho (Rosa Vermelha - letra de Paulo César Pinheiro)
Gal Costa (Vida de Artista - letra de Abel Silva)
Marília Medalha (Bóias de Luz - letra de Abel Silva, Iceberg – letra de Aldir Blanc)
Fagner (A Canção Brasileira e Jura Secreta - ambas com letra de Abel Silva)
Simone (Jura Secreta, Face a Face, esta com letra de Cacaso)
Selma Reis (Porto Santo - letra de Paulo César Pinheiro, Bailarina do Ar - letra de Paulo César Feital)

Sobre "Jura Secreta"

A canção "Jura Secreta" estava destinada, a princípio, a Maria Bethânia, que a recusou, tendo sido prontamente aceita por Simone (idêntico episódio, com as duas cantoras, repetir-se-ia com a célebre "Começar de Novo" de Ivan Lins e Vítor Martins). Seus versos metafóricos e paradoxais exprimem, a despeito do tom intimista da canção, a inquietação com o ambiente político dos anos setenta. São menos conhecidas as versões de Fagner, no Lp "Quem Viver Chorará" (CBS-1978) e da própria Sueli, em seu "Louça Fina" (EMI-1979).

JURA SECRETA
(Sueli Costa e Abel Silva)

Só uma coisa me entristece
O beijo de amor que não roubei
A jura secreta que não fiz
A briga de amor que não causei
Nada do que posso me alucina
Tanto quanto o que não fiz
Nada que eu quero me suprime
De que por não saber
'Inda não quis
Só uma palavra me devora
Aquela que meu coração não diz
Sol que me cega
O que me faz infeliz
É o brilho do olhar
Que não sofri.


Por: Maria do Carmo Nogueira da Gama (texto)
e Adalberto Carvalho Pinto (discografia)

fevereiro 17, 2013

Água sempre!



Tenho observado ao longo da minha vida que as pessoas não bebem a água necessária para o bom funcionamento do organismo. Só para exemplificar, existem aqueles que estão sempre reclamando de infecções urinárias. Beber entre cinco a oito copos de água por dia reduz a produção de pedras nos rins e as infecções urinárias. Até a retenção de líquidos pode ser amenizada através da ingestão de mais água.
Mas quando se fala de água, não estamos falando de sucos adoçados ou refrigerantes. Água tem que ser consumida in natura.
Muitos vivem tomando remédios, gastando dinheiro e se intoxicando com drogas, tentando curar esses problemas, sem conseguir. Na verdade precisam de água e não de remédios. Somente tomando bastante água poderão resolver seus problemas de saúde. Será que você está entre as pessoas que bebem pouca água?

Água é o maior componente de nosso sangue. Cerca de 70% de nosso peso é água. Seu corpo utiliza a água para limpar-se e para resfriar-se e para manter um equilíbrio químico apropriado.
Uma perda de 20% da água de seu corpo poderia ser fatal.

Você perde água quando transpira, quando respira e através da urina e fezes. Pesquisadores descobriram que os atletas que bebem água somente para saciar a sede não têm a resistência daqueles que bebem o tanto que perderam. Os atletas que bebem mais água não se tornam tão fatigados e sua temperatura corporal permanece perto do normal.

Quanta água você deve beber?
Deveríamos beber água suficiente para manter a urina clara. Uma boa media para isso significa cerca de oito copos de água por dia.

Se você quiser ser mais preciso, as pesquisas mais recentes recomendam 0,26lt por kilo do seu peso para os homens e 0,24lt por kilo do proprio peso para as mulheres.

Fique sabendo que você não deve esperar a sede para avaliar sua necessidade de água. Tome água mesmo se você não estiver sentindo sede e você vai se sentir muito bem com isso.

Todas as bebidas contêm água, isto significa que eu posso beber qualquer coisa?
Água pura é o melhor líquido para nosso corpo.

A maioria das bebidas contém açúcar e ele retarda a digestão, contribui para o ganho de peso, provoca uma oscilação nos níveis de açúcar e requerer mais água para o metabolismo.

As bebidas tipo “cola” contêm substâncias que podem prejudicar o cálcio do corpo enfraquecendo os ossos. Praticamente todos os refrigerantes contêm aditivos artificiais que podem irritar o estômago ou sobrecarregar os rins e o fígado.

A cafeína é encontrada no café, chá e em muitos refrigerantes. Ela pode aumentar a pressão arterial, o açúcar e gorduras no sangue. Ela estimula o sistema nervoso e pode causar irritabilidade, ansiedade, tremores, fadiga crônica e insônia. A cafeína e o álcool são diuréticos e assim privam o corpo da água ao invés de hidratá-lo.

O que acontece se eu não tomo água suficiente?
Os rins têm que trabalhar mais para eliminar as substâncias tóxicas e podem ser lesados. Cada célula no corpo necessita de água para funcionar bem, portanto pouca água pode causar doenças.
Fadiga e dor de cabeça são resultados comuns do ingerir pouca água.


Existem muitas indicações para o uso da água fora do corpo também:

- Banhos regulares ajudam a limpar a poeira e outros produtos não saudáveis da pele.

- Água fria pode ajudar a reduzir a febre e água quente pode aquecer um corpo que treme de frio. Um banho morno frequentemente ajuda se você está lutando para tentar dormir melhor.

- Você tem dificuldade em levantar pela manhã? Tente terminar seu banho de manhã com água fria ou friccione vigorosamente sua pele com uma esponja mergulhada em água fria.

Fonte: Wildwood Lifestyle Center and Hospital series.

fevereiro 14, 2013

The Concert for Bangladesh

O primeiro grande evento beneficente da história do rock aconteceu em 1º de agosto de 1971.
Depois de 200 anos de dominação britânica, em 1947, a região sul da Índia foi dividida em Paquistão Ocidental e Oriental. Em 1971, após nove meses de guerra civil e um dos piores genocídios do século XX, o Oriental virou Bangladesh independente.
Na tragédia, entre crianças, homens adultos e mulheres violentadas, estimam-se de dois a três milhões de
mortos. Populações bengalis foram massacradas pelos exércitos do governo Ocidental.
Naquele mesmo ano de 1971, o britânico George Harrison, dos Beatles, organizou um show para arrecadar fundos para as populações remanescentes que viviam um calvário de fome, doenças e devastação.
O Concerto para Bangladesh foi realizado no Madison Square Garden, de Nova York, em primeiro de agosto. Além de George, participaram Ringo Starr, Bob Dylan, Billy Preston, Leon Russell, e outros astros do rock.
Não se sabe quanto os quase US$ 250 mil arrecadados pela UNICEF naquela noite serviram para amenizar o sofrimento da nação bengali.
Sétima maior população mundial, hoje Bangladesh ainda depende basicamente da agricultura (arroz e juta) e tem o 129º IDH (índice de desenvolvimento humano) do planeta. É um país pobre.
Certo é que naquela noite, Eric Clapton, fez sua primeira apresentação de volta de uma temporada internado por problemas com drogas e, ao acompanhar Harrison em While My Guitar Gently Weeps, confirmou o que muitos viviam escrevendo nas paredes de Londres: “Clapton is God”.
O show foi assistido por mais de 40.000 pessoas.

O show teve enorme repercussão pelo mundo inteiro. E, também, muitos problemas envolvendo principalmente seu lançamento em disco. A Capitol, distribuidora da Apple, gravadora dos Beatles, queria lançar o álbum triplo por ter George Harrison sob contrato. Mas a outra grande atração do concerto foi Bob Dylan, do cast da Columbia. Esta então passou a reivindicar os direitos de lançamento. A pendência se arrastou por longos meses, sendo vencida pela EMI, proprietária da Capitol.

O espetáculo chegou a sair em vídeo e depois em DVD em edição não autorizada. Em 2004 foi lançada a versão definitiva, em DVD duplo. O primeiro disco traz o show completo, que foi exibido nos cinemas como um documentário dirigido por Saul Swimmer. O segundo vem com um documentário recente sobre a história do Concerto Para Bangladesh, números musicais gravados durante a passagem de som e o show vespertino – na verdade, aconteceram dois espetáculos, à tarde e à noite –, e o making of do filme e do disco, com depoimentos dos profissionais envolvidos.

Além de George Harrison e Bob Dylan, participaram Ringo Starr, Billy Preston, Leon Russell, Ravi Shankar, Eric Clapton e a superbanda Badfinger. Entre as canções, My Sweet Lord, It Don’t Come Easy, Beware Of Darkness, While My Guitar Gently Weeps, Jumpin’ Jack Flash, Here Comes The Sun, A Hard Rains’A Gonna Fall, Blowin’ In The Wind e Something. O ponto mais alto do show é o final, na última canção: George se emociona, tira a guitarra e deixa o palco ovacionado. Os músicos continuam quebrando o cacete, meio sem saber o que deviam fazer.

Agora pra vocês, George Harrison e Bob Dylan ensaiando "IF NOT FOR YOU" para o show que marcou o retorno de Bob Dylan aos palcos.
Informações obtidas em matérias de Rui Daher, Blog do Edu e Cinedica.

Happy Valentines

O dia 14 de fevereiro é o dia dos namorados para os americanos dos EUA e alguns países da Europa e Ásia. Chamado de Valentine's Day, é uma data para celebrar o amor. Foi criada para homenagear "St. Valentine". Mas quem foi "St. Valentine"? Bom, isso ninguém sabe ao certo mas dizem que foi um religioso que ajudou a unir duas pessoas. Essa foi apenas uma versão que encontrei.
Nessa data, as lojas vendem cartões, as pessoas compram esses cartões ou escrevem cartas e oferecem a pessoa amada, não necessariamente namorados. As crianças por exemplo fazem seus cartões e entregam para professores, amigos, parentes. Normalmente os cartões são acompanhados de doces, flores, ou outros presentes mais elaborado. Acho que tudo que celebra o amor deve ser compartilhado.

fevereiro 02, 2013

02 de Fevereiro - Dia de Iemanjá



O nome Iemanjá significa a mãe dos filhos-peixe. Filha de Olokum, Iemanjá foi casada com Oduduá, com quem teve dez filhos orixás. Por amamentá-los, seus seios ficaram enormes. Infeliz com o casamento e cansada de morar na cidade de Ifé, um dia ela saiu em rumo ao oeste e conheceu o rei Okerê, por quem se apaixonou. Envergonhada de seus seios, Iemanjá pediu ao novo esposo que nunca a ridicularizasse por isso. Ele concordou. Porém, um dia, embriagou-se e começou a ofender a esposa. Entristecida, Iemanjá fugiu.
Desde menina, ela carregava um pote com uma poção que o pai lhe dera para casos de perigo. Durante a fuga, Iemanjá caiu quebrando o pote e a poção a transformou num rio cujo leito seguia em direção ao mar. Okerê, que não queria perder a esposa, transformou-se numa montanha para barrar o curso das águas. Iemanjá pediu ajuda ao filho Xangô e este, com um raio, partiu a montanha no meio. O rio seguiu para o oceano e, dessa forma, a orixá tornou-se a rainha do mar.

Segundo o antropólogo baiano Júlio Braga, as pessoas oferecem a Iemanjá diferentes mimos -sabonetes, velas, flores e perfumes -, pois acreditam que a "rainha" leva consigo para o fundo do mar todos os nossos problemas, confidências, e traz de volta sobre as ondas a esperança de um futuro melhor.
Protagonista de milhões de lendas, Iemanjá se multiplica em várias versões e se transforma de acordo com a cultura. Chegou ao Brasil nos tempos coloniais, trazida pelos escravos. Em terras africanas era a deusa do rio Ogun, rainha das águas doces. "Entre nós, ela se tornou a rainha do mar", explica o antropólogo. Os cabelos negros, os traços delicados e os seios fartos sintetizam na bela divindade o arquétipo da maternidade. Pois é esse seu grande valor: acolher a todos que lhe pedem ajuda, sem julgar nem minimizar a dor de ninguém. Isso lhe vale mais um título, o de deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional.
(Helena Sá)

dezembro 10, 2012

A história do palhaço

Traçar a história do palhaço é contar como o circo nasceu, a arte de espetáculo e entretenimento mais antiga que existe no mundo.
A data de seu surgimento ninguém sabe ao certo, mas seus fundadores foram os povos nômades.
Pesquisas feitas com pinturas de cerca de 5.000 anos na China, mostram algumas figuras de acrobatas e equilibristas.
A partir dessa descoberta, surge a hipótese de que o circo tenha nascido em terras chinesas. Outra evidência disso é que na época, os guerreiros utilizavam a acrobacia como forma de treinamento para dar mais agilidade e força durante as guerras.
Já o palhaço vem da antiga função que tinha o bobo da corte de fazer o Rei se divertir. O bobo da corte surgiu há mais de 2.500 anos antes de Cristo e de acordo com o Ministério dos palhaços foi durante a Dinastia do Faraó Dadkeri-Assi que o bobo da corte começou suas primeiras atividades como profissão.
A Comédia Del Arte, que surgiu na Europa na Itália no século XVI, acabou por utilizar o modelo do bobo da corte, para criar seus espetáculos.
Máscaras divertidas e diferentes, roupas largas e sapatos engraçados foram as características mais marcantes das comédias produzidas por esses grupos de teatro.
Além das típicas piadas criadas para divertir o público, com uma pitada de sarcasmo e até romantismo.
A fusão entre o bobo da corte, os atores da Comédia Del Arte e o Circo, acabou dando origem ao palhaço que conhecemos hoje. Sua história é um misto de criatividade, evolução e mudanças.

O ditado "Rir é o melhor remédio" é hoje considerado verdadeiro pelos cientistas, que afirmam com seriedade que o riso traz benefícios ao ser humano.
Em todos os tempos, a pessoa que provocava o riso na população teve destaque na história.
Na Idade Média, o rei e sua corte divertiam-se com o bobo, figura indispensável nas festas. O bobo da corte usava roupas de cores berrantes e um chapéu colorido, cheio de pontas e de guizos. À guiza de cetro, segurava uma vara também cheia de guizos.
Ele a brandia contra aqueles que dele riam e zombava de todos com suas momices, dizendo verdade que ninguém tinha coragem de expressar. Adorado pelo povo e respeitado pelos fidalgos e pelo rei, o bobo da corte tinha livre trânsito em todos os lugares. Era sempre o centro das atenções ao dar saltos, contar anedotas, cantar ou declamar versos de grandes autores.

O palhaço moderno, uma versão do bobo da corte da Idade Média, surgiu na Inglaterra no século XVIII. Para alguns pesquisadores, ele surgiu das brincadeiras zombeteiras feitas sobre os camponeses ingleses, que iam à cidade com roupas muito coloridas.
Para outros, um dos primeiros palhaços talvez tenha sido um bêbado de nariz avermelhado e roupas largas, que trabalhava num circo dirigido por um oficial inglês da Cavalaria Britânica. Deu tantos tropeções, que atraiu a atenção do público e do dono do circo, que o contratou para as apresentações.
Ser palhaço exige técnica: a técnica de fazer rir, pois o palhaço é a alegria personificada. Por isso, os palhaços se vestem de forma excêntrica: calças largas, sapatos enormes, chapéus grotescos, cabeleiras coloridas, camisa ou paletó extravagante, mas com um detalhe imprescindível: o nariz vermelho.
No Brasil, a terapia do riso tem nomes famosos como os dos queridos e inesquecíveis palhaços Piolin, Arrelia, Carequinha, Fuzarca,Pimentinha, Torresmo, Pururuca, Picolino, entre outros.

Os bordões "Como vai? Como vai? Como vai? Como vai? Como vai, vai, vai?", "Eu vou bem, eu vou bem, eu vou bem! Muito bem, muito bem, bem, bem!", de Arrelia, e "Tá certo ou não tá?", de Carequinha, sempre estarão presentes na lembrança de todos aqueles que se divertiram com as pantomimas desses dois maravilhosos palhaços que fizeram sucesso nos circos e na TV do Brasil.


Fontes .
fca.pucminas.br
paulinas.org

novembro 14, 2012

Como se te perdesse, assim te quero.


Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro

Um arco-íris de ar em águas profundas.

Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.

Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.

[Hilda Hilst, Amavisse]

outubro 31, 2012

Aniversário de Carlos Drummond de Andrade

Legado

Que lembrança darei ao país que me deu
tudo que lembro e sei, tudo quando senti?
Na noite do sem fim, breve o tempo esqueceu
minha incerta medalha, e a meu nome se ri.

E mereço esperar mais do que os outros, eu?
Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.
Esses monstros atuais, não os castiga Orfeu,
a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.

Não deixarei de mim nenhum canto radioso,
uma voz matinal palpitando na bruma
e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.


De tudo quanto foi meu passo caprichoso
na vida, restará, pois o resto se esfuma,
uma pedra que havia em meio do caminho.

Carlos Drummond de Andrade.
O poeta maior!

Na intenção de continuar o legado, estou postando abaixo a música que o meu amigo escritor e poeta, Fernando de Oliveira fez para este poema.
E também a minha pequena homenagem ao poeta.


outubro 30, 2012

Desdém - Florbela Espanca

Andas dum lado pro outro
Pela rua passeando;
Finges que não queres ver
Mas sempre me vais olhando.

É um olhar fugidio,
Olhar que dura um instante,
Mas deixa um rasto de estrelas
O doce olhar saltitante…

É esse rasto bendito
Que atraiçoa o teu olhar,
Pois é tão leve e fugaz
Que eu nem o sinto passar!

Quem tem uns olhos assim
E quer fingir o desdém,
Não pode nem um instante
Olhar os olhos d’alguém…

Por isso vai caminhando…
E se queres a muita gente
Demonstrar que me desprezas
Olha os meus olhos de frente!…

Florbela Espanca - Trocando olhares - 18/07/1916